ALMS / SEGURANÇA E TECNOLOGIA
Lia Nogueira propõe botão de pânico no iFood para proteger mulheres em situação de violência
Deputada sugere integração entre aplicativo e canais oficiais de segurança para ampliar acesso à proteção em Mato Grosso do Sul
22/04/2026
14:15
REDAÇÃO
Proposta da deputada Lia Nogueira sugere criação de botão de pânico no aplicativo iFood para ampliar acesso de mulheres a canais de proteção em situações de violência.
Em meio aos desafios no enfrentamento à violência contra a mulher, a deputada estadual Lia Nogueira apresentou uma proposta que une tecnologia e políticas públicas como estratégia de proteção. A parlamentar encaminhou uma indicação ao CEO do iFood, Diego Barreto, e ao secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, sugerindo a criação de um botão de pânico dentro do aplicativo da plataforma.
A iniciativa parte do alcance massivo do aplicativo no cotidiano da população. Presente em milhões de celulares, o iFood poderia funcionar como um canal adicional de apoio para mulheres em situação de risco. A proposta prevê uma funcionalidade discreta e de fácil acesso, permitindo que a usuária sinalize situações de violência de forma rápida e segura.
O botão de pânico seria acompanhado de mensagens orientativas, direcionando imediatamente a vítima aos canais oficiais de atendimento já existentes. A ideia é integrar a tecnologia privada às estruturas públicas de proteção, facilitando o acesso aos serviços de emergência.
A deputada destaca que a medida não transfere responsabilidades do Estado para a empresa, mas atua de forma complementar. Segundo ela, o objetivo é ampliar os meios de acesso à ajuda, aproveitando ferramentas já presentes no dia a dia da população.
No contexto de Mato Grosso do Sul, a proposta ganha relevância por dialogar com iniciativas já existentes voltadas à proteção de mulheres, o que pode facilitar a integração entre sistemas públicos e plataformas digitais.
Para a parlamentar, o uso da tecnologia deve ser ampliado como instrumento de proteção social, especialmente em situações de vulnerabilidade. A proposta também abre espaço para a construção de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, com foco em soluções inovadoras no combate à violência contra a mulher.
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