SAÚDE INDÍGENA REFORÇADA
Governo inaugura unidade móvel em aldeia de Dourados para combater chikungunya
Estrutura vai atender até 50 pacientes por dia e amplia ações emergenciais no enfrentamento da doença na Reserva Indígena
26/04/2026
14:45
REDAÇÃO
O Ministério da Saúde inaugurou neste sábado (25) uma unidade móvel de atendimento na aldeia Bororó II, localizada na Reserva Indígena de Dourados, em Mato Grosso do Sul. A ação integra um conjunto de medidas emergenciais para reforçar o enfrentamento da chikungunya no município e ampliar o acesso à saúde entre as populações indígenas.
A estrutura passa a funcionar como ponto de atendimento dentro da própria aldeia, com atuação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A proposta é garantir atendimento próximo, contínuo e adaptado às especificidades culturais das comunidades, fortalecendo o cuidado integral no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com previsão de permanência de 90 dias, a unidade conta com consultório médico, sala de vacinação e espaço multiprofissional, permitindo a oferta de serviços como consultas, exames, vacinação e acompanhamento clínico. A capacidade média é de até 50 atendimentos diários.
A equipe é formada por médico, enfermeira, três técnicos de enfermagem e nutricionista, responsáveis por atender demandas como avaliação clínica, coleta de exames laboratoriais, testes rápidos, acompanhamento de gestantes e crianças, monitoramento de doenças crônicas e procedimentos básicos de saúde.
Segundo a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o atendimento nas comunidades. Ela destacou que o vínculo entre profissionais e população local é fundamental para a efetividade das ações.
A inauguração ocorre em um momento estratégico, com o início da vacinação contra a chikungunya previsto para o dia 27 de abril. Dourados recebeu 43,5 mil doses do imunizante, enquanto o município de Itaporã foi contemplado com 3 mil. A campanha será direcionada a pessoas entre 18 e 59 anos com maior risco de exposição ao vírus.
Além da unidade móvel e da vacinação, o Ministério da Saúde destinou R$ 28,4 milhões para ações emergenciais na região, ampliando a capacidade de atendimento e reforçando a rede assistencial. A atuação inclui apoio da Força Nacional do SUS, que já realizou milhares de atendimentos, exames e visitas domiciliares.
As ações também envolvem o combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Equipes de agentes de endemias atuam nas aldeias com visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas. Até o momento, mais de 1,9 mil imóveis foram vistoriados, com retirada de materiais que poderiam acumular água.
Outra medida adotada é a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida, tecnologia que permite interromper o ciclo de reprodução do mosquito em locais de difícil acesso. Parte dessas unidades já foi instalada em diferentes regiões do município.
As ações contam ainda com apoio do Exército Brasileiro e incluem a distribuição de cestas de alimentos para as comunidades, reforçando o suporte social durante o período de enfrentamento da doença.
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