EDUCAÇÃO / AVALIAÇÃO POSITIVA
Especialistas apontam novo Plano Nacional de Educação como avanço para o país
Documento sancionado por Lula é considerado estratégico, mas desafios estão na implementação das metas
15/04/2026
08:00
REDAÇÃO
Especialistas destacam avanços do novo Plano Nacional de Educação, mas alertam para desafios na execução © Ricardo Stuckert/PR
Entidades ligadas ao setor educacional avaliam que o novo Plano Nacional de Educação, sancionado nesta terça-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa um avanço importante para o país.
Para o vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, o plano reafirma a educação como prioridade nacional e projeta uma visão de futuro para o setor. Ele destaca, no entanto, que o principal desafio será garantir a implementação efetiva das metas, com impacto real na aprendizagem e na redução das desigualdades.
O especialista também defende a necessidade de maior coordenação entre União, estados e municípios, além de apoio técnico e financeiro para que as metas sejam cumpridas em todo o território nacional.
Na avaliação de Diogo Jamra, gerente de articulação do Itaú Educação e Trabalho, o plano consolida a educação profissional e tecnológica como um eixo estratégico. Segundo ele, a meta de alcançar 50% dos estudantes do ensino médio em cursos integrados à formação profissional é desafiadora, mas possível.
Jamra ressalta ainda a importância da qualificação contínua diante das transformações tecnológicas e das mudanças no mercado de trabalho. Ele considera positiva a criação de mecanismos de avaliação para garantir a qualidade da formação oferecida.
O presidente da Associação Brasileira de Sistema de Ensino e Plataformas Educacionais, Tiago Bossi, também avalia o plano como um passo na direção correta, destacando avanços em áreas como educação digital, ensino em tempo integral e definição de metas mais claras.
Apesar do cenário positivo, especialistas apontam que o sucesso do plano dependerá da execução das ações, da colaboração entre os entes federativos e da capacidade de adaptação às novas demandas, como o uso de tecnologias e a personalização do ensino.
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