SAÚDE / AVANÇO HISTÓRICO
Brasil registra menor mortalidade infantil em mais de três décadas
Relatório das Nações Unidas aponta queda significativa nas mortes de recém-nascidos e crianças de até cinco anos no país
18/03/2026
09:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Indicadores refletem impacto de políticas públicas de saúde e ampliação do acesso à atenção básica @Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF
O Brasil alcançou os menores índices de mortalidade neonatal e infantil dos últimos 34 anos, segundo o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgado nesta terça-feira (17) pelas Nações Unidas.
Os dados mostram uma redução expressiva nas mortes de recém-nascidos. Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, esse número caiu para sete a cada mil, evidenciando avanços importantes na assistência à saúde materno-infantil.
A queda também é significativa quando se observa a mortalidade de crianças menores de cinco anos. Em 1990, a taxa era de 63 mortes a cada mil nascimentos. Nos anos 2000, o índice caiu para 34 por mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes por mil nascidos vivos.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a redução está diretamente relacionada à implementação de políticas públicas voltadas à saúde básica e à prevenção de doenças.
Entre as iniciativas destacadas estão o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a ampliação da rede pública de atendimento. Essas ações contribuíram para melhorar o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente em regiões mais vulneráveis.
O relatório também aponta que o Brasil segue uma tendência global de queda nas mortes infantis, resultado de investimentos contínuos em atenção primária, vacinação e acompanhamento pré-natal.
Apesar dos avanços, o desafio permanece em reduzir ainda mais as mortes evitáveis, garantindo qualidade no atendimento e ampliando o alcance das políticas públicas em todo o território nacional.
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