SAÚDE PÚBLICA
Hospital de Três Lagoas realiza 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson em MS
Procedimento inovador pode reduzir em até 80% o uso de medicamentos e melhora qualidade de vida
17/03/2026
08:00
REDAÇÃO
Cirurgia inédita pelo SUS em Três Lagoas marca avanço no tratamento de Parkinson em Mato Grosso do Sul
O Sistema Único de Saúde em Mato Grosso do Sul registrou um marco na área da saúde com a realização da primeira cirurgia de estimulação cerebral profunda para tratamento da Doença de Parkinson na rede pública estadual.
O procedimento foi realizado no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, unidade administrada pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.
O paciente é o aposentado Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina, que convive há cerca de 15 anos com a doença. O Parkinson é uma enfermidade neurológica crônica e progressiva, que afeta os movimentos e provoca sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão.
Após anos de tratamento com medicamentos e agravamento dos sintomas, ele passou pelo implante de eletrodos cerebrais, técnica indicada para casos mais avançados da doença.
Como funciona
A cirurgia consiste na implantação de eletrodos em regiões profundas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos, como o núcleo subtalâmico. Os dispositivos são conectados a um aparelho semelhante a um marca-passo, implantado no tórax, que envia impulsos elétricos para regular a atividade cerebral.

De acordo com o neurocirurgião Eduardo Cintra Abib, responsável pelo procedimento, a técnica permite melhora significativa dos sintomas motores. “A estimulação pode reduzir em até 80% a necessidade de medicamentos, além de melhorar a mobilidade e a qualidade de vida”, explicou.
O procedimento exige critérios específicos, como tempo mínimo de tratamento, resposta reduzida aos medicamentos e estágio avançado da doença.
Recuperação
A cirurgia foi realizada no dia 5 de março. O paciente permaneceu um dia na UTI e recebeu alta três dias depois. Nas próximas semanas, ele retorna ao hospital para ajustes no dispositivo implantado, etapa essencial para personalizar o tratamento conforme os sintomas.
Esperança
Para Gilberto, a cirurgia representa a possibilidade de retomar atividades simples do cotidiano. “Quero ter mais controle sobre meu corpo e diminuir a dependência dos remédios”, afirmou.
A esposa, Elcia Oliveira Umbelino Barbieri, também destaca a expectativa por uma rotina mais tranquila. Segundo ela, as limitações impostas pela doença afetavam atividades sociais e a mobilidade do dia a dia.

Avanço no Estado
Para a direção da unidade, a realização do procedimento reforça o papel do hospital como referência em alta complexidade. Segundo o diretor técnico Marllon Nunes, a iniciativa amplia o acesso da população a tratamentos inovadores dentro da rede pública.
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