ALERTA À SAÚDE RENAL
Dia Mundial do Rim alerta para doenças renais silenciosas e importância da prevenção
Especialistas destacam que diagnóstico precoce e hábitos saudáveis são fundamentais para evitar a progressão da doença renal crônica
12/03/2026
08:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Campanhas de conscientização marcam o Dia Mundial do Rim e reforçam a importância da prevenção (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais, que muitas vezes evoluem de forma silenciosa. Entidades da área da saúde promovem campanhas de esclarecimento para orientar a população sobre fatores de risco e formas de proteção da saúde renal.
Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública. Com isso, a doença renal crônica passou a integrar a lista de doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado das doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas.
Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento amplia a visibilidade da doença no cenário internacional e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
A entidade também alerta para o impacto de fatores ambientais no risco de desenvolver problemas renais ao longo da vida. Segundo a SBN, práticas sustentáveis no cuidado com a saúde e a redução de exposições evitáveis são estratégias importantes para prevenir a doença.
O médico nefrologista Geraldo Freitas, do Hospital Universitário de Brasília (HUB), explica que os rins são órgãos essenciais para o funcionamento do organismo. Eles são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas por meio da urina e manter o equilíbrio de eletrólitos como sódio, potássio e cálcio.
Além disso, os rins também produzem hormônios importantes para o controle da pressão arterial e para o equilíbrio do metabolismo do corpo.
Entre os principais fatores de risco para doenças renais estão diabetes, hipertensão arterial, histórico familiar da doença, obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso prolongado ou inadequado de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios não esteroidais.
Infecções urinárias recorrentes, desidratação frequente e doenças cardiovasculares também podem contribuir para o comprometimento da função renal.
Segundo o especialista, muitas pessoas só descobrem a doença em estágio avançado. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”, explicou.
Por isso, exames simples são fundamentais para detectar o problema precocemente. Entre eles estão o exame de creatinina no sangue e o exame de urina com pesquisa de albuminúria. A aferição da pressão arterial e exames de glicemia também ajudam na identificação de fatores de risco.
Alguns sinais podem indicar a necessidade de procurar atendimento médico, como inchaço nas pernas, tornozelos e rosto, urina muito escura ou espumosa, mudanças no padrão urinário, aumento da pressão arterial, fadiga excessiva e perda de apetite acompanhada de náuseas.
Outros sintomas incluem dor intensa na região lombar, aumento da produção de urina durante a noite, dificuldade para controlar os níveis de glicose no sangue e episódios de falta de ar ou confusão mental.
Especialistas reforçam que manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática de atividade física e acompanhamento médico regular, são medidas fundamentais para preservar a saúde dos rins e evitar complicações futuras.
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