Campo Grande (MS), Domingo, 19 de Julho de 2026

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Estado registra sete casos de feminicídio após morte de mulher carbonizada em Paranhos

O caso mais recente em Paranhos elevou para sete o número de feminicídios em Mato Grosso do Sul em 2026, refletindo um cenário preocupante de violência contra mulheres no estado.

09/03/2026

13:35

REDAÇÃO

O caso mais recente em Paranhos elevou para sete o número de feminicídios em Mato Grosso do Sul em 2026, refletindo um cenário preocupante de violência contra mulheres no estado.

Mato Grosso do Sul chegou a sete casos confirmados de feminicídio em 2026 após a morte de Ereni Benites, de 44 anos, em um incêndio na madrugada de domingo (8), em Paranhos. O principal suspeito do crime é o ex‑companheiro da vítima, Juares Fernandes, de 52 anos, preso pela Polícia Civil após o incêndio que deixou o corpo de Ereni carbonizado dentro da residência.

A soma de feminicídios no estado este ano inclui casos ocorridos desde janeiro e reflete um cenário de violência grave contra mulheres em diferentes municípios. Entre as vítimas estão:

  • Josefa dos Santos, de 44 anos, morta em 16 de janeiro em Bela Vista;

  • Rosana Candia Ohara, de 62 anos, assassinada em 24 de janeiro em Corumbá;

  • Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, morta em 22 de fevereiro em Coxim;

  • Beatriz Benevides, de 18 anos, assassinada em 25 de fevereiro em Três Lagoas;

  • Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, morta em Ponta Porã em 3 de março após ter sido agredida com um martelo pelo próprio marido;

  • Leise Aparecida Cruz, de 41 anos, encontrada morta por asfixia em Anastácio em 6 de março;

  • Ereni Benites, de 44 anos, morta em Paranhos no dia 8 de março.

Os crimes ocorreram em diferentes localidades do estado e envolvem parceiros ou ex‑companheiros como principais suspeitos, reforçando a necessidade de ações preventivas e de proteção às mulheres.

O registro recente de sete feminicídios apenas nos primeiros meses de 2026 coloca Mato Grosso do Sul como uma das unidades federativas com maior incidência proporcional de crimes contra mulheres, em um contexto em que o estado já figurou entre os mais violentos para vítimas femininas no Brasil.

 


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