ALMS/POLÍTICA/ECONOMIA
Deputados debatem ação do Fisco para regularizar empresários do Simples
Parlamentares discutem ferramenta da Sefaz que permite pagamento espontâneo de débitos antes de autuações
10/02/2026
12:35
REDAÇÃO
Tema foi debatido na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul durante sessão plenária @Divulgação
O deputado estadual Paulo Duarte (PSB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) para esclarecer a atuação da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) na regularização de empresas enquadradas no Simples Nacional. Segundo o parlamentar, o órgão está disponibilizando uma ferramenta que permite aos contribuintes quitarem pendências fiscais de forma espontânea, antes da aplicação de multas e autuações.
Em Mato Grosso do Sul, cerca de 75 mil empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões o equivalente a R$ 400 mil mensais estão enquadradas no regime do Simples Nacional, que reúne tributos municipais, estaduais e federais em uma única alíquota, podendo chegar a 19%.
Paulo Duarte explicou que a regularização voluntária reduz significativamente os custos para o empresário. “Em vez de autuar, que significa multar, com juros e aumento do valor devido, é dada ao comerciante a possibilidade de pagar espontaneamente, sem multa. Isso evita autuação em massa. Um contribuinte na faixa 1, com faturamento mensal de até R$ 15 mil e diferença de R$ 15 mil no faturamento, se for autuado pagará 17% de alíquota mais multa, chegando a cerca de R$ 2.500. Se pagar espontaneamente, desembolsará aproximadamente R$ 204, quase dez vezes menos”, detalhou o deputado, que também é auditor fiscal.
O parlamentar afirmou ainda que o esclarecimento busca rebater a narrativa de autuações generalizadas. “Desde 2007, todos os estados têm convênio com a Receita Federal para compartilhamento de informações sobre operações de crédito. A Sefaz não notificou contribuintes em massa; apenas informou sobre a ferramenta gratuita de regularização, especialmente neste período de transição para a Reforma Tributária”, ressaltou.
O tema gerou contraponto do deputado João Henrique (PL), que criticou a medida e questionou o monitoramento financeiro. Para ele, o Estado busca ampliar a arrecadação após aumento de renúncias fiscais. “O governo quer ver o Pix para poder cobrar. Há uma sanha tributária passando por cima de quem trabalha”, afirmou.
O presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro (PP), também se manifestou e destacou a importância do mecanismo de regularização. Segundo ele, a iniciativa evita prejuízos generalizados ao setor produtivo. “Se a ideia fosse multar, cerca de 45 mil empresários poderiam quebrar. A proposta é dar oportunidade de regularização para permanência no Simples. Espero que o Fisco mantenha essa postura de permitir que o contribuinte organize sua situação sem penalidades retroativas”, concluiu.
O debate ocorreu durante sessão plenária desta terça-feira e integra a discussão mais ampla sobre arrecadação estadual, ambiente de negócios e impactos da Reforma Tributária em Mato Grosso do Sul.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.
Leia Também
Leia Mais
Copa do Mundo 2026 inspira novas tendências de roupas com cores, estilo esportivo e peças casuais
Leia Mais
Vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul e segue até 15 de setembro
Leia Mais
Corumbá recebe pacote de obras em saúde, infraestrutura, saneamento e proteção às mulheres
Leia Mais
Ministério da Saúde cria comitê para reduzir mortalidade materna e infantil indígena
Municípios