ALMS / MEDIDAS RIGOROSAS
Junior Mochi apresenta projeto para combater venda de bebidas falsificadas e chama atenção para superendividamento com consignados
Alerta sobre bebidas adulteradas e dívidas de servidores
08/10/2025
12:05
REDAÇÃO
Deputado Junior Mochi durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Foto: Luciana Nassar / Arquivo ALEMS
Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (8), o deputado Junior Mochi (MDB) destacou dois temas de grande relevância social: o combate à comercialização de bebidas adulteradas e o preocupante endividamento dos servidores públicos estaduais por meio de empréstimos consignados.
Mochi apresentou o Projeto de Lei 250/2025, que propõe sanções rigorosas aos estabelecimentos flagrados vendendo bebidas falsificadas, principalmente aquelas contendo metanol, substância tóxica que tem causado intoxicações e mortes. O parlamentar ressaltou que a iniciativa também exige a rastreabilidade das bebidas, com compra apenas de fornecedores regulares e conferência do lacre no momento da entrega.
“Temos visto que o consumo de bebidas adulteradas tem levado muitos cidadãos à morte. Nosso objetivo é prevenir novas tragédias e responsabilizar os responsáveis pela comercialização desses produtos”, afirmou Mochi.
Além disso, o deputado alertou para o crescimento da dívida dos servidores com empréstimos consignados, que ultrapassa R$ 6 bilhões, valor equivalente a dez folhas de pagamento do Executivo estadual. Segundo ele, muitos servidores possuem até cinco empréstimos ativos, configurando situação de superendividamento.
Mochi defende a realização de um chamamento público para contratar instituição financeira que compre esse estoque de dívidas, oferecendo melhores condições de juros e prazos para os servidores. Ele também criticou o descumprimento da lei que limita os consignados a 40% do salário, o que prejudica ainda mais os trabalhadores.
Deputados presentes à sessão apoiaram as propostas. Caravina (PSDB) ressaltou a urgência do tema e informou que a Secretaria de Administração já estuda medidas para enfrentar o problema. Já Roberto Hashioka (União) lembrou que a dívida já era preocupante quando esteve à frente da pasta e defendeu solução definitiva.
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