SEGURANÇA NO TRÂNSITO
GGIT: atuação integrada reflete na redução da mortalidade no trânsito em Campo Grande
Capital registra avanços consistentes e consolida diretrizes de segurança viária para 2026
28/11/2025
08:00
REDAÇÃO
GGIT destaca avanços na redução da mortalidade no trânsito e consolida diretrizes para 2026
O diretor de Trânsito da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, destacou a ampliação do sistema de câmeras de monitoramento nas ruas da cidade. A ferramenta, integrada à Gerência Especial de Fiscalização e Segurança Viária do Detran-MS, permite identificar veículos com excesso de multas ou circulação irregular, reforçando a fiscalização e a prevenção de acidentes.
A integração dos órgãos também fortalece operações em rodovias. Em dezembro, inicia o programa Rodovida, coordenado pela Polícia Rodoviária Federal, com ações de segurança em estradas estaduais e federais. As instituições do GGIT terão participação ativa no trabalho.
Durante a reunião, o coordenador do G.A.A.T (Grupo de Análise de Sinistros de Trânsito) e conselheiro do Cetran-MS, Renan Soares Cunha, apresentou dados que reforçam o avanço da capital em segurança viária. Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), entre 2011 quando o Programa Vida no Trânsito foi implantado e 2020, Campo Grande registrou redução de 41,6% na taxa de mortalidade por sinistros de transporte terrestre.
“É um resultado alinhado ao Pnatrans e à Visão Zero, propostas que buscam transformar o trânsito em um ambiente seguro para todos”, explicou Renan.
No mesmo período, Mato Grosso do Sul alcançou redução de 26,5% nas mortes no trânsito, mostrando que a integração entre sociedade civil e instituições também tem surtido efeito no interior.
Para a presidente do Cetran-MS e do Focotran, Regina Maria Duarte, o estado é referência em articulação. “Temos percorrido diversos estados e vemos como Mato Grosso do Sul está avançado na integração entre os órgãos”, afirmou.
Um dos destaques do balanço foi a queda expressiva nos óbitos de ciclistas. Em 2011, foram 76 mortes; em 2021 e 2022, seis em cada ano; em 2023, quatro; em 2024, cinco. Até novembro de 2025, nenhum óbito foi registrado.
A ampliação da malha cicloviária foi apontada como fator decisivo. Campo Grande passou de 3,2 km de ciclovia por 100 mil habitantes em 2005 para 103 km atualmente, com previsão de mais 6,9 km.
“Hoje estamos entre as 10 cidades do país com melhor relação de quilômetros de ciclovia por habitante”, ressaltou Renan.
Apesar dos avanços, o uso crescente de motocicletas acende alerta. O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Junior, fundador do GGIT em 2011, destacou que houve migração significativa do uso de bicicletas para motos na capital.
“Em 2025, não registramos mortes em acidentes com bicicletas, mas os casos envolvendo motociclistas estão em crescimento. Isso exige reforço nas ações de educação e fiscalização”, afirmou Rudel.
Dos 57 óbitos registrados em Campo Grande neste ano, 42 envolveram motociclistas.
O GGIT deverá manter em 2026 campanhas e fiscalizações voltadas aos motociclistas e estuda retomar ações educativas para pedestres. Até novembro de 2025, a capital registrou 12 mortes de pedestres em sinistros de trânsito.
As instituições integrantes reforçam que a continuidade das ações integradas é fundamental para reduzir ainda mais a mortalidade e tornar o trânsito da capital cada vez mais seguro.

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