SAÚDE
O papel fundamental da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional no tratamento do transtorno do Espectro Autista (TEA)
02/04/2025
09:00
REDAÇÃO
No Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), celebrado em 2 de abril, a fisioterapeuta Dra. Maria Goreti compartilha sua visão sobre o papel fundamental da fisioterapia no tratamento de crianças diagnosticadas com TEA. A Dra. Maria Goreti explica como a fisioterapia contribui para o desenvolvimento motor, a prevenção de complicações e a promoção da autonomia nas crianças com autismo.
É importante destacar também o impacto significativo dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no acompanhamento de crianças diagnosticadas com TEA. Esses profissionais desempenham um papel essencial na promoção do desenvolvimento, da autonomia e da qualidade de vida de pessoas com autismo, auxiliando na superação de desafios cotidianos e promovendo uma maior integração social e pessoal.
A importância da Fisioterapia para crianças com TEA
“A Fisioterapia é uma das ferramentas essenciais no cuidado das crianças com TEA, pois ela permite que elas desenvolvam habilidades motoras fundamentais que são muitas vezes prejudicadas por questões sensoriais ou motoras associadas ao transtorno”, explica Dra. Maria Goreti.
Segundo a fisioterapeuta, o trabalho inicial de fisioterapia visa, entre outras coisas, fortalecer a coordenação motora, melhorar a postura e ajustar o tônus muscular, proporcionando a base necessária para que a criança se movimente de maneira mais eficiente e segura. Ela destaca que a falta de habilidades motoras pode dificultar ações cotidianas, como andar, correr, brincar e até mesmo realizar atividades simples como se alimentar ou vestir-se.
Prevenção de lesões e melhorias no tônus muscular
Um dos aspectos mais importantes da fisioterapia é a prevenção de lesões e deformidades, que podem surgir devido ao tônus muscular inadequado ou a posturas incorretas. “Muitas crianças com TEA têm dificuldades com o equilíbrio, a postura e a força muscular. A fisioterapia intervém de forma a corrigir esses aspectos, garantindo que a criança não apenas se movimente de maneira adequada, mas também de forma segura, evitando lesões ao longo do tempo”, explica Dra. Maria Goreti.
Ela ressalta que, além disso, a fisioterapia ajuda no desenvolvimento da propriocepção, ou seja, a percepção do corpo no espaço, que é um desafio comum para crianças com autismo. Essa habilidade é essencial para que elas consigam realizar atividades diárias com maior autonomia, como caminhar sem tropeçar ou manipular objetos de forma adequada.
Fisioterapia e estimulação precoce
A estimulação precoce é um dos conceitos chave da fisioterapia no tratamento do TEA. “Ao iniciarmos o tratamento de fisioterapia na primeira infância, conseguimos interferir positivamente no desenvolvimento motor da criança, ajudando-a a alcançar marcos importantes em tempo adequado. Isso permite que ela tenha mais autonomia e consiga se integrar melhor no ambiente social e escolar à medida que cresce”, afirma.
Ela explica que a intervenção precoce também tem um papel fundamental na prevenção de complicações a longo prazo. “Muitas vezes, as dificuldades motoras em crianças com TEA não são identificadas imediatamente, mas com a fisioterapia, conseguimos intervir rapidamente para evitar que esses problemas se agravem no futuro.”
Integração social e melhoria na qualidade de vida
Além dos benefícios físicos, Dra. Maria Goreti destaca que a fisioterapia também tem impacto direto na qualidade de vida e na integração social das crianças com TEA. “Quando conseguimos melhorar a mobilidade, a coordenação e a postura das crianças, elas se tornam mais capazes de interagir com outras crianças, participar de atividades recreativas e até mesmo de se envolver mais ativamente nas atividades escolares. Isso tem um efeito positivo na autoestima e nas relações sociais da criança.”
A Fisioterapia visa aprimorar o desenvolvimento motor das crianças com TEA, por meio de exercícios e movimentos que fortalecem a coordenação motora e corrigem deficiências posturais. O trabalho do fisioterapeuta vai além da reabilitação física; ele também contribui para a prevenção de lesões, deformidades e problemas musculares. Intervenções precoces, especialmente durante a infância, ajudam a prevenir complicações motoras futuras, além de proporcionar melhorias na tonicidade muscular e na mobilidade articular.
A Terapia Ocupacional desempenha um papel igualmente essencial no desenvolvimento de crianças com TEA, ao focar em aspectos sensoriais e na execução de atividades cotidianas. A Terapia Ocupacional auxilia no enfrentamento das disfunções sensoriais frequentemente observadas no espectro autista, ajudando as crianças a lidar melhor com estímulos do ambiente e desenvolver habilidades de autorregulação emocional.
Além disso, a Terapia Ocupacional trabalha para melhorar a funcionalidade e promover a independência na realização de tarefas diárias, como alimentação, vestuário e cuidados pessoais. O terapeuta ocupacional também incentiva a participação em atividades de lazer, sociais e educacionais, o que contribui para uma melhor integração social e emocional da criança.
A estimulação precoce é um fator-chave no desenvolvimento de crianças com TEA. A intervenção desde os primeiros anos de vida, tanto da Fisioterapia quanto da Terapia Ocupacional, tem mostrado resultados positivos no aprimoramento das habilidades físicas, cognitivas e emocionais. Com o suporte adequado, essas crianças podem superar desafios que antes pareciam intransponíveis, e conquistar maior independência e habilidades sociais.
Esses profissionais não apenas promovem a recuperação e o desenvolvimento, mas também ajudam a fortalecer a autoestima da criança, permitindo-lhe se integrar melhor ao meio familiar, escolar e social. Melhorando a funcionalidade, a comunicação e as interações, a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional têm um impacto direto na qualidade de vida da criança com TEA.
Tanto a Fisioterapia quanto a Terapia Ocupacional são pilares indispensáveis no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista. A atuação integrada de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais potencializa o desenvolvimento das crianças, promovendo autonomia, funcionalidade e integração social. Essas intervenções têm o poder de transformar a vida das crianças com TEA, proporcionando-lhes mais oportunidades de participação plena no mundo ao seu redor.
Neste Dia Mundial de Conscientização sobre o TEA, é fundamental que continuemos a destacar a importância dessas abordagens terapêuticas. Quanto mais profissionais de saúde, familiares e educadores se conscientizarem da relevância desse acompanhamento especializado, mais crianças com TEA poderão ter acesso aos cuidados necessários para seu pleno desenvolvimento.
Em resumo, a fisioterapeuta Dra. Maria Goreti reforça que a fisioterapia e a fisioterapia ocupacional são uma parte essencial no tratamento e no desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Ela não só ajuda a melhorar habilidades motoras, como também promove a independência e a participação ativa nas atividades cotidianas e sociais. Com a intervenção precoce e um acompanhamento adequado, é possível proporcionar às crianças com TEA uma vida mais integrada, segura e autônoma.
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