SAÚDE
Crise nos hospitais de Campo Grande: superlotação e falta de leitos preocupam saúde pública
24/03/2025
16:00
CGNEWS
MARIA GORETI
@REPRODUÇÃO
A rede hospitalar de Campo Grande enfrenta uma grave crise com a superlotação dos hospitais e a falta de leitos disponíveis. A situação atinge níveis críticos, afetando diretamente a capacidade de atendimento à população.
Em um cenário alarmante, a Santa Casa de Campo Grande, um dos principais hospitais da cidade, divulgou um ofício nesta segunda-feira (24), informando que não consegue mais receber novos pacientes devido à superlotação extrema. Segundo a diretoria, o pronto-socorro, com capacidade para 13 pacientes, atualmente atende 80 pessoas, com pacientes acomodados em macas pelos corredores e até no saguão do hospital.
O diretor da Santa Casa descreveu a situação como "caótica", citando também dificuldades financeiras e falta de suprimentos como fatores que agravam a crise.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reconheceu a crise, afirmando que todos os hospitais da cidade — Santa Casa, Hospital Adventista do Pênfigo e Hospital Universitário (HU) — estão completamente lotados. Ainda assim, a Sesau assegurou que, em casos de urgência extrema, alguns pacientes ainda serão enviados para a Santa Casa.
A secretária Rosana Leite destacou que o aumento expressivo no número de casos respiratórios, possivelmente impulsionado pelo fim do Carnaval, tem sobrecarregado o sistema. Somente no último domingo (23), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que normalmente atendem 1.500 pacientes, registraram mais de 4.000 atendimentos.
Na manhã desta segunda-feira, 195 pacientes aguardavam por leitos, sendo 30 provenientes do interior do estado e o restante da capital.
O aumento dos casos respiratórios coincide com o período pós-Carnaval, quando houve um pico significativo de pacientes com sintomas como tosse, febre e dificuldade respiratória. Além disso, o número de pacientes politraumatizados também contribui para a lotação dos hospitais, complicando ainda mais a situação.
A superlotação hospitalar representa riscos significativos, como aumento do tempo de espera, qualidade reduzida do atendimento e maiores chances de transmissão de doenças em ambientes hospitalares. A situação também gera pressão sobre os profissionais de saúde, que trabalham sob condições extremamente desafiadoras.
A Sesau informou que está buscando maneiras de minimizar a transferência de pacientes para a Santa Casa, priorizando outros hospitais e UPAs quando possível. No entanto, casos graves ainda podem exigir internação na Santa Casa, devido à falta de alternativas adequadas.
A Sesau e a administração municipal estão avaliando estratégias para ampliar a capacidade hospitalar e melhorar o fluxo de pacientes, mas enfrentam desafios estruturais e financeiros.
Para a população de Campo Grande, a situação representa uma realidade angustiante, onde o acesso rápido e adequado à saúde pode ser comprometido. A secretária Rosana Leite reforça a importância de que a população siga as orientações de prevenção, como o uso de máscaras em caso de sintomas gripais, para reduzir a pressão sobre o sistema.
A crise nos hospitais de Campo Grande expõe a fragilidade do sistema de saúde em situações de alta demanda. A combinação de doenças respiratórias em alta, casos politraumatizados e limitações estruturais impõe desafios significativos. A população e as autoridades esperam uma resposta eficaz para superar este momento crítico, garantindo a saúde e o bem-estar de todos.
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