VÍDEO: Presidente da Fetems diz que professores de MS têm situação privilegiada
27/05/2015
10:23
JE
Declara��o foi feita antes de categoria optar por greve, na semana passada
�N�s de Mato Grosso do Sul estamos em uma situa��o um tanto que privilegiada. Hoje um professor de ensino m�dio em in�cio de carreira recebe R$ 2.330 por 40 horas. � o dobro que em Minas Gerais e l� esse valor � para n�vel superior�, declarou Botarelli (Foto: Luiz Alberto)
Os professores da rede estadual de Mato Grosso do Sul est�o em situa��o privilegiada na quest�o salarial, comparada a outros estados. A opini�o � do pr�prio presidente da Fetems (Federa��o dos Trabalhadores em Educa��o), Roberto Botarelli, quando questionado se a categoria deveria aceitar a proposta do governo, de pagar reajuste em outubro e estabelecer nova escala de integraliza��o do piso at� 2022.
?As declara��es do dirigente foram feitas em entrevista ao programa Noticidade, da FM Cidade 97, semana passada, ap�s reuni�es com representantes do governo. �N�s de Mato Grosso do Sul estamos em uma situa��o, em rela��o a outros estados, um tanto que privilegiada", disse ele, detalhando que um professor de ensino m�dio em in�cio de carreira recebe R$ 2.330 por 40 horas: "� o dobro que em Minas Gerais e l� esse valor � para n�vel superior�.
No entanto, Botarelli esquiva-se quando o entrevistador, o jornalista Cadu Bortolot, sugere que as assembleias de professores seriam feitas apenas para aceitar a proposta do governo."A gente entende de uma maneira, agora, a categoria tamb�m v� que o fato de estar mexendo na estrutura da lei, j� aprovada, j� sancionada, � a perda de um direito adquirido. Nossa categoria � s�bia, vamos esperar o resultado. N�o � o presidente que vai dizer: vai ter greve ou n�o. Temos feito a an�lise da atual situa��o do pa�s, os enfrentamentos que tem hoje no pa�s", analisa, finalizando: "a luta dos trabalhadores da educa��o sempre vai ser dif�cil".
Segundo o presidente da Fetems, dos 27 governos estaduais, apenas tr�s pagaram aumento de 13,01%, entre eles Mato Grosso do Sul � onde foi aplicado a partir de janeiro. �Minas Gerais est� h� mais de 10 anos sem reajuste", citou, comentando ainda situa��es no Paran�, onde houve at� confronto entre policiais e professores, e em S�o Paulo, onde a greve na ocasi�o j� durava 49 dias sem a categoria conseguir, segundo ele, ir � mesa de negocia��es com o governo.
Segundo relatado pelo presidente da Fetems, a �ltima proposta garantia aumento salarial automaticamente. "Se levar em considera��o o reajuste do piso, que vai autom�tico, garantido, n�o vamos ter que estar brigando para receber", diz ele, analisando tamb�m que a promessa de reajuste de 4,3% em outubro se somaria aos 13% dado em janeiro, garantindo 21%.
Greve
Entretanto, a categoria anunciou greve a partir desta quarta-feira (27),acompanhando movimentos que j� acontecem em S�o Paulo, Paran�, Par� e Goi�s, onde os governadores tamb�m s�o tucanos, al�m de Santa Catarina, Pernambuco e Sergipe.
A decis�o de entrar em greve foi tomada na sexta-feira (22) pela categoria. � considerada 'de motiva��o politica' pelo governo, uma vez que Botarelli tem liga��o hist�rica com o PT e chegou a ser cotado para compor a chapa petista na disputa ao governo, em 2014.
Apesar de negar que tenha contato com os petistas, Botarelli tem participa��o ativa nas reuni�es e manifesta��es que envolvem o partido.
Os professores querem 10,98% de reajuste. O problema come�ou quando o governador anterior, Andr� Puccinelli (PMDB), deixou 'armadilhas' em leis estaduais que aprovou com efeito a partir do mandato de quem o sucedesse. No apagar das luzes, o peemedebista antecipou corre��o de perdas salariais, segundo a Procuradoria-Geral do Estado, deixando a conta para o pr�ximo governo.