Campo Grande (MS), Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

Advogado aponta que não há provas de homicídio doloso contra médico

30/07/2015

18:00

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Ascen�o, de branco, vai alegar que n�o h� provas de que crime no caso da quimioterapia (Foto: Arquivo)

O advogado do m�dico Jos� Maria Ascen�o, indiciado por homic�dio doloso e les�o corporal grave, no caso das quatro morte no setor de oncologia da Santa Casa, rebateu as acusa��es feitas pela Pol�cia Civil e alegou que o cliente � inocente. Andr� Borges afirmou que n�o h� provas suficientes para responsabilizar o m�dico pelos crimes.

De acordo com a nota expedida, o Centro Integrado de Oncologia e Hematologia de MS S/S Ltda., respons�vel pelo setor da Santa Casa na �poca das mortes, n�o concordou com a conclus�o do inqu�rito e assegurou que nenhuma das per�cias realizadas durante a investiga��o apontaram as causas do ocorrido.

O advogado criticou a decis�o, insinuando que as investiga��es procuraram somente culpados, por�m n�o esclareceram os fatos ocorridos. Ainda apontou que v�rios argumentos, usados durante a apura��o do caso, foram desconsiderados.

O caso foi encaminhado para o MPE (Minist�rio P�blico Estadual) e, conforme a nota, eles confiam na imparcialidade do �rg�o e no Poder Judici�rio �para reparar os excessos cometidos at� ent�o�.

Inqu�rito - As investiga��es constataram que um erro � a troca de medicamentos, o metotrexato pelo Fluoroucil (5-FU) � causou as mortes das pacientes Carmen Insfran Bernard, 48 anos, Norotilde Ara�jo Greco, 72, e Maria Gl�ria Guimar�es, 61, em julho do ano passado. A quarta v�tima, Margarida Isabel de Oliveira, 70, morreu em 27 de janeiro deste ano, sete meses ap�s a troca.

Conforme a titular da Deco (Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado), delegada Ana Cl�udia Medina, o m�dico foi indiciado por homic�dio doloso e les�es graves. Al�m dele, quatro pessoas foram responsabilizadas pelos crimes. Eles podem ser condenados a pena de at� 96 anos de reclus�o.

O farmac�utico Rafael Castro Fernandes n�o tinha experi�ncia e foi respons�vel pela troca dos rem�dios durante a manipula��o. Ele vai responder por homic�dio culposo por cada uma das mortes e pode ser condenado, por cada crime, a pena de 6 a 12 anos de reclus�o. Pelo mesmo crime foi indiciado o m�dico Henrique Eses Ascen�o, que era o respons�vel t�cnico pela cl�nica.

A farmac�utica Rita de C�ssia Junqueira Godin foi indiciada por falsidade ideol�gica, porque registrava a manipula��o dos medicamentos no per�odo da tarde, apesar da mistura acontecer de manh�.

A enfermeira Geovana Carvalha Penteado, que chegou a realizar a manipula��o dos produtos, foi indiciada por exerc�cio irregular da profiss�o.



Fonte: campograndenews
Por: Filipe Prado
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/advogado-aponta-que-nao-ha-provas-de-homicidio-doloso-contra-medico

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