Campo Grande (MS), Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

Famílias de mortos por erro médico questionam protocolos de segurança

30/07/2015

19:24

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Marta criticou a quebra dos protocolos de seguran�a (Foto: Marcos Erm�nio)

�Isso n�o teria acontecido se o hospital tivesse seguido os protocolos de seguran�a�, apontou Marta Insfrain Bernard, irm� de Carmen Insfran Bernard, 48, morta no ano passado durante tratamento de oncologia na Santa Casa. A troca de medicamentos foi apontada pelo pol�cia como causa da morte, al�m de v�rias irregularidades no setor.

Ela criticou a contrata��o de um profissional, sem experi�ncia, para a manipula��o das bolsas de medicamentos, usandos no tratamento. �Eles deveriam ter contratado um profissional capacitado para a fun��o�, comentou.

Na terceira semana de trabalho, o farmac�utico Rafael Castro Fernandes, mesmo sem a pr�tica, manipulava as bolsas sem a supervis�o de outro farmac�utico experiente, o que causou a revolta das fam�lias.

Marta cobrou uma maior fiscaliza��o nas a��es dos funcion�rios do hospital. �Eles deveriam anotar o lote, os mil�metros, para que o hospital pudesse rastrear as a��es depois�, finalizou.

Inqu�rito - As investiga��es constataram que um erro � a troca de medicamentos, o metotrexato pelo Fluoroucil (5-FU) � causou as mortes das pacientes Carmen Insfran Bernard, 48 anos, Norotilde Ara�jo Greco, 72, e Maria Gl�ria Guimar�es, 61, em julho do ano passado. A quarta v�tima, Margarida Isabel de Oliveira, 70, morreu em 27 de janeiro deste ano, sete meses ap�s a troca.

Conforme a titular da Deco (Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado), delegada Ana Cl�udia Medina, o m�dico foi indiciado por homic�dio doloso e les�es graves. Al�m dele, quatro pessoas foram responsabilizadas pelos crimes. Eles podem ser condenados a pena de at� 96 anos de reclus�o.

O farmac�utico Rafael Castro Fernandes n�o tinha experi�ncia e foi respons�vel pela troca dos rem�dios durante a manipula��o. Ele vai responder por homic�dio culposo por cada uma das mortes e pode ser condenado, por cada crime, a pena de 6 a 12 anos de reclus�o. Pelo mesmo crime foi indiciado o m�dico Henrique Eses Ascen�o, que era o respons�vel t�cnico pela cl�nica.

A farmac�utica Rita de C�ssia Junqueira Godin foi indiciada por falsidade ideol�gica, porque registrava a manipula��o dos medicamentos no per�odo da tarde, apesar da mistura acontecer de manh�.

A enfermeira Geovana Carvalha Penteado, que chegou a realizar a manipula��o dos produtos, foi indiciada por exerc�cio irregular da profiss�o.



Fonte: campograndenews
Por: Filipe Prado
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/familias-de-mortos-por-erro-medico-questionam-protocolos-de-seguranca

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