Campo Grande (MS), Sábado, 11 de Abril de 2026

"Spice", a nova droga dos EUA com aspecto de maconha e cheiro de frutas

06/09/2015

10:17

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Com um pre�o de US$ 25 por 3,5g, o consumo de spice se multiplicou nos �ltimos anos

Divulga��o

Com cheiro de morango ou melancia e aspecto similar � maconha, o "spice" se tornou uma das novas drogas sint�ticas mais consumidas pelos americanos que subestimam a periculosidade da subst�ncia, anunciada como "incenso" ou "pot-pourri" em pacotes coloridos.

Com um pre�o de US$ 25 por 3,5g, o consumo de spice se multiplicou nos �ltimos anos e, com ele, o n�mero de pessoas que sofrem v�mitos, espasmos, alucina��es ou epis�dios psic�ticos, conforme informou � Ag�ncia Efe um dos porta-vozes da Ag�ncia Antidrogas dos Estados Unidos (DEA, sigla em ingl�s), Eduardo A. Ch�vez.

"Conversei com viciados em hero�na que dizem que preferem consumir hero�na ou metanfetamina antes de se aventurar para ver o que o spice pode fazer com o corpo. Se um viciado em hero�na n�o quer usar drogas sint�ticas porque tem medo de como ser� a rea��o, isso j� deve dizer tudo sobre a periculosidade dessa droga", destacou o representante da ag�ncia.

Ch�vez, que durante tr�s anos investigou o tr�fico de spice na unidade da DEA no estado americano de Novo M�xico, alertou sobre as perigosas muta��es qu�micas que a droga sofreu desde que apareceu nos EUA h� cinco ou seis anos, quando seus componentes eram similares ao THC (tetrahidrocannabinol, principal componente ativo da maconha).

Com os r�tulos de "incenso" ou "pot-pourri", a droga era vendida em postos de gasolina e lojas de cachimbos, trituradores, vaporizadores e todos os tipos de utens�lios para fumar maconha.

Quando a droga foi considerada ilegal e o DEA come�ou a persegui-la, o spice passou a ser vendido nos mesmos becos da hero�na e da metanfetamina, al�m de se esconder das prateleiras nas lojas que antes o vendiam devido � aus�ncia da legisla��o. Agora � necess�rio usar uma "palavra m�gica" para comprar a droga em lojas.

"N�o basta chegar a uma loja e dizer que quer um grama de spice. Existe um c�digo", explicou Ch�vez, que explicou que o consumo da droga come�a em jovens de 14 a 16 anos, mas se estende at� idosos e n�o distingue entre zonas rurais ou grandes centros urbanos, como Los Angeles ou Nova York.

Apesar de n�o existir um perfil espec�fico de consumidor, o mercado de spice - conhecido nas ruas como "K2", "fogo de Iucat�", "Genie" e "Mumbai Blue" - visa os jovens, para os quais � apresentado de forma atrativa e inofensiva com diferentes sabores e pacotes coloridos, similares aos dos doces.

Entre as diferentes marcas, os destaques no mercado s�o "Scooby Snacks", com a foto do desenho Scooby-Doo, e "Bizarro", que tem nome inspirado nos inimigos de Super-Homem nas hist�rias em quadrinhos e conta com embalagens de cor p�rpura marcadas com a letra "S".

"O problema � que, por ser uma droga sint�tica, uma pessoa n�o tem como saber de que forma ela vai afetar o corpo. Uma pessoa pode consumi-la, ficar um tempo drogada e, de repente, sofrer efeitos nefastos depois de alguns minutos", analisou o agente da DEA.

Durante os oito primeiros meses de 2015, os centros de controle de intoxica��o e envenenamento dos EUA receberam mais de 5,7 mil liga��es de emerg�ncia para pedir informa��o sobre como agir diante de uma overdose de spice, n�mero superior ao de 2014, quando 3.682 pessoas recorreram a esses centros, segundo dados oficiais.

A droga j� prejudicou fam�lias como a de Connor Eckhardt, um jovem de 19 anos que morreu ap�s consumir um charuto de spice, o que resultou uma campanha em n�vel nacional para alertar sobre os riscos das drogas sint�ticas e pedir pol�ticas mais duras �s autoridades.

Segundo Ch�vez, os fabricantes compram as subst�ncias qu�micas pela internet e as importam de laborat�rios da China, que camuflam a droga como "vitaminas" ou "tinta para impressora" para driblar os controles alfandeg�rios dos portos de Los Angeles, San Francisco e aeroportos, como o John F. Kennedy de Nova York.

Com esses compostos qu�micos, acetona, sabores sint�ticos e folhas secas de damiana, os fabricantes conseguem produzir grandes quantidades de spice sint�tica em laborat�rios clandestinos, muitos escondidos no Centro-Oeste dos EUA.

"Lembro que, sempre que entrava em uma casa ou um lugar onde estavam fabricando drogas sint�ticas, o cheiro era como uma explos�o de doces. Parecia como se uma f�brica de morangos tivesse explodido, o cheiro que colocam na droga � poderoso", ressaltou Ch�vez.

A fabrica��o de spice com produtos qu�micos de origem desconhecida torna a droga um coquetel molotov, com cheiro de frutas e gerador de paranoias, pensamentos suicidas e um empecilho para a sa�de, cujo efeito a longo prazo ainda n�o foi descoberto.



Fonte: Terra


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