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| �Divulga��o |
Com 357 m� a nova ala da Santa Casa de Bataguassu vai oferecer consultas m�dicas com especialistas para a popula��o do munic�pio e cidades vizinhas. O hospital ter� atendimento agendado pela
rede particular e pelo Sistema �nico de Sa�de com cardiologista, pneumologista, dermatologista, neurologista, endocrinologista, nefrologista, cirurgi�o vascular, pediatra, ginecologista, ortopedista, otorrinolaringologista, cl�nico geral, m�dico do trabalho, psiquiatra e psic�logo.
A obra, or�ada em R$ 800 mil, foi custeada com recursos liberados pela Justi�a do Trabalho em a��o civil p�blica movida ap�s um acidente de grandes propor��es no curtume da cidade. A nova ala hospitalar possui uma sala de estabiliza��o com dois leitos, sala com poltronas e postinho de enfermagem para medica��es que necessitam ser feitas com urg�ncia, rede de oxig�nio por tubula��es, salas com esteriliza��o para exame de endoscopia, colonoscopia, eletroencefalograma, teste ergom�trico, eletrocardiograma e eletroencefalograma, quatro dormit�rios, sala de descanso e recep��o com acessibilidade para cadeirantes.
Atualmente, a Santa Casa de Bataguassu realiza mais de 1.300 atendimentos particulares e pelo SUS, por m�s. Com a conclus�o da obra, a capacidade de atendimento no hospital deve aumentar em pelo menos 30%. Uma das exig�ncias do Juiz Titular da Vara do Trabalho de Bataguassu, Antonio Arraes Branco Avelino, � que 20% dos atendimentos m�dicos e exames particulares realizados na nova ala hospitalar sejam reservados para pacientes que fazem tratamento pelo SUS. Se esses pacientes de baixa renda tivessem que esperar o agendamento pela rede p�blica, as consultas demorariam em m�dia 30 dias.
De acordo com o provedor da Santa Casa de Bataguassu, Ulisses Galvan, o investimento vai trazer muitos benef�cios para a comunidade da regi�o. �Com essa verba que veio destinada pela Justi�a do Trabalho n�s vamos oferecer um atendimento diferenciado para os pacientes que ser�o atendidos por especialistas em v�rias �reas da Medicina. Al�m disso, antes n�s n�o t�nhamos um laborat�rio no hospital que foi constru�do com esses recursos�, afirma o gestor.
O laborat�rio de an�lises cl�nicas com funcionamento 24 horas por dia come�ou a funcionar no in�cio de junho, garantindo agilidade no resultado de exames e tratamento dos pacientes do hospital. Em um m�s, a unidade realizou 165 exames pela rede p�blica de sa�de.
Galvan lembra que na �poca do acidente o munic�pio n�o tinha estrutura para receber tantos pacientes de uma �nica vez. Havia apenas um leito de estabiliza��o e o hospital n�o tinha laborat�rio para realizar exames nem sala de medica��o. �N�s n�o t�nhamos nem oxig�nio. Tivemos que procurar nas oficinas mec�nicas oxig�nio para os pacientes que estavam com problemas respirat�rios por causa do vazamento de g�s. Ambul�ncia n�s s� t�nhamos uma. As cidades vizinhas tiveram que dar suporte. Nossa Santa Casa tamb�m n�o tinha condi��es f�sicas para atender tantos pacientes ao mesmo tempo. Hoje n�s estamos muito mais preparados para um acidente desse porte�, conclui o provedor do hospital.
Os atendimentos da nova ala est�o previstos para iniciar no dia 9 de julho. A inaugura��o ser� realizada no dia 13 de julho, �s 16 horas (hor�rio de Mato Grosso do Sul) com a presen�a do Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 24� Regi�o, Desembargador Jo�o de Deus Gomes de Souza, do Juiz do Trabalho Antonio Arraes, do Procurador-Chefe do Minist�rio P�blico do Trabalho, Leontino Ferreira de Lima Junior.
Mais investimentos
A Santa Casa de Bataguassu, �nico hospital do munic�pio, � uma entidade filantr�pica e sem fins lucrativos. A unidade j� recebeu quase R$ 2,5 milh�es em recursos destinados pela Vara do Trabalho e � uma das institui��es mais beneficiadas no munic�pio com verbas trabalhistas. Com o valor foram adquiridos equipamentos para montar uma lavanderia profissional e um refeit�rio, aparelhos de resson�ncia magn�tica e para a sala de estabiliza��o, al�m da constru��o de novas alas para atendimento m�dico e a compra de um tom�grafo.
A auxiliar administrativo do hospital, Jaqueline da Silva Pires, explica que sem os recursos liberados pela Justi�a do Trabalho n�o seria poss�vel a Santa Casa adquirir um tom�grafo. �� muito dif�cil encontrarmos um aparelho de tom�grafo em hospitais pequenos porque � um exame mais espec�fico e caro. No caso de um paciente que sofreu um acidente, por exemplo, n�s ter�amos que pedir a tomografia na central de regula��o de vagas e o Estado iria transferir essa pessoa para Campo Grande ou Tr�s Lagoas, uma viagem que leva cerca de tr�s horas de ambul�ncia. Com esse equipamento no hospital � poss�vel saber se o paciente teve um traumatismo craniano e pedir urg�ncia na transfer�ncia dele se aqui n�o tiver condi��es de atendimento. Ent�o, isso salva muitas vidas�.
Outra inova��o para o hospital foi a constru��o de uma lavanderia profissional. �Por causa do centro cir�rgico n�s t�nhamos roupa de cama contaminada com sangue, �s vezes de pacientes com HIV. Agora com os equipamentos comprados com recursos da Justi�a do Trabalho as funcion�rias n�o t�m contato diretamente com a roupa e n�s n�o temos mais infec��o hospitalar�, garante Jaqueline.
Origem do dinheiro
A maior parte desses recursos � fruto de um acordo judicial firmado entre o Minist�rio P�blico do Trabalho e a ind�stria Marfrig Alimentos que se comprometeu a pagar R$ 5 milh�es em indeniza��es, entre 2014 e 2018, em decorr�ncia do acidente no curtume ocorrido em janeiro de 2012, quando um vazamento de g�s matou quatro trabalhadores e deixou 16 feridos.
O Juiz do Trabalho Ant�nio Arraes explica porque a Santa Casa foi uma das institui��es beneficiadas com o dinheiro da indeniza��o. "A A��o Civil P�blica vem com o objetivo de adequar a conduta do agente causador do dano, ela corrige essa conduta para evitar futuros acidentes. Mas, para reparar o dano j� causado existe o dano moral coletivo, por isso destinamos esses recursos para a sociedade civil que foi afetada com o acidente. Nesse caso, revertemos o dinheiro �s institui��es e entidades p�blicas que prestaram os servi�os e socorro �s v�timas do acidente, como � o caso do Corpo de Bombeiros e da Santa Casa�.
A utiliza��o do dinheiro � monitorada pela Vara do Trabalho e pelo Minist�rio P�blico do Trabalho. �A destina��o dos recursos foi realizada por etapas: o hospital apresentou um projeto com especifica��o e descri��o da obra, al�m de tr�s or�amentos fornecidos por empresas id�neas e sem certid�o negativa de �rg�os p�blicos e judiciais. Ap�s, o Poder Judici�rio e o Minist�rio P�blico avaliaram a import�ncia e a repercuss�o daquela destina��o para a comunidade. Como a Santa Casa de Bataguassu n�o contava com uma sala de estabiliza��o do paciente, que serve para acolh�-lo antes de encaminhar com seguran�a para hospitais maiores, consideramos ser aquela uma obra com expressivo valor social. Antes de o dinheiro ser liberado, verificamos a conformidade da etapa anterior, apresenta��o de notas fiscais e visita in loco para aferir a qualidade da obra�, explica a Procuradora do MPT-MS, Cl�udia Fernanda Noriler Silva.
Fonte: TRT/MS