ALIMENTAÇÃO E SAÚDE
Maioria dos trabalhadores vê alimentos ultraprocessados como risco à saúde
Pesquisa internacional aponta que mais de 70% dos empregados associam consumo desses produtos a problemas de saúde
12/03/2026
08:35
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Alimentos ultraprocessados são apontados por trabalhadores como risco à saúde devido ao alto teor de açúcar, sal e gordura (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)
Pesquisa realizada em seis países aponta que a maioria dos trabalhadores considera os alimentos ultraprocessados um risco à saúde. O levantamento ouviu mais de 5 mil empregados no Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido, sendo 800 entrevistados brasileiros.
De acordo com o estudo Food Experience Tracker, 78% dos trabalhadores no Brasil avaliam que os alimentos ultraprocessados representam risco para a saúde, apesar de reconhecerem a praticidade desses produtos no dia a dia. No cenário global, 71% dos entrevistados compartilham a mesma percepção.
A pesquisa indica ainda que restaurantes instalados dentro das empresas tendem a ganhar mais relevância para atender a uma força de trabalho cada vez mais preocupada com hábitos alimentares saudáveis. A tendência é que cresça a busca por alimentos frescos, locais e sazonais no ambiente corporativo.
Segundo a diretora de Marketing da Sodexo Brasil, Cinthia Lira, as empresas também enfrentam uma mudança no comportamento dos trabalhadores em relação às práticas sustentáveis e à qualidade da alimentação oferecida no local de trabalho.
Ela destaca que muitos colaboradores demonstram maior disposição para deixar organizações que não adotam práticas voltadas à saúde e à sustentabilidade.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, os alimentos ultraprocessados devem ser evitados. Esses produtos são formulações industriais feitas a partir de ingredientes derivados de outros alimentos, como óleos, gorduras, açúcar, amido modificado e aditivos químicos.
Entre os aditivos mais comuns estão corantes, aromatizantes e realçadores de sabor, utilizados para melhorar aparência, aroma e textura, além de aumentar o tempo de conservação dos produtos.
Segundo o guia, esse tipo de alimento costuma apresentar altas concentrações de açúcar, sal e gordura, o que favorece o consumo excessivo de calorias e pode estimular o chamado comportamento de “comer sem parar”.
O consumo frequente desses produtos está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, cáries e outras doenças crônicas, especialmente quando aliado a hábitos alimentares inadequados e sedentarismo.
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