SAÚDE
Estado antecipa medidas para enfrentar aumento de vírus respiratórios
Secretaria de Saúde orienta municípios a reforçar vigilância, vacinação e organização da rede antes da chegada do período mais frio
09/03/2026
08:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Secretaria de Saúde recomenda intensificação da vacinação e preparação da rede de atendimento para possível aumento de casos de doenças respiratórias. Foto: Divulgação
Com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios, entre os meses de abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul orienta os municípios a reforçarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede de atendimento. O objetivo é preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Historicamente, os meses mais frios favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório e rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela covid-19 não apresente um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus, sua alta capacidade de transmissão pode contribuir para o aumento de casos em diferentes períodos do ano, especialmente quando há grande circulação de pessoas.
Vigilância e preparação antecipada
A Secretaria de Estado de Saúde recomenda que os gestores municipais organizem de forma antecipada os fluxos de identificação, coleta de amostras e notificação de casos suspeitos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave. As ações devem seguir orientações estabelecidas em notas técnicas estaduais e no Guia de Vigilância Integrada de vírus respiratórios.
A integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os profissionais da assistência também é considerada fundamental para garantir atendimento rápido e adequado aos pacientes, independentemente da confirmação laboratorial dos casos.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento antecipado é essencial para evitar impactos maiores no sistema de saúde. Ele destaca que a orientação é revisar protocolos, fortalecer a vigilância e garantir que as unidades estejam preparadas para atender a população caso ocorra aumento expressivo de casos.
Vacinação como principal proteção
A vacinação contra influenza e covid-19 continua sendo apontada como a principal estratégia para reduzir casos graves, hospitalizações e mortes. A imunização também contribui para diminuir a circulação dos vírus na comunidade, protegendo especialmente os grupos mais vulneráveis.
De acordo com a coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde, Ana Paula Goldfinger, é fundamental ampliar a cobertura vacinal neste período que antecede a sazonalidade das doenças respiratórias.
Ela reforça que a população deve procurar as unidades de saúde para manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Monitoramento e tratamento precoce
O monitoramento contínuo dos vírus respiratórios é considerado essencial pelas autoridades de saúde. A identificação dos agentes causadores das infecções permite avaliar como os vírus estão circulando na comunidade e quais grupos populacionais estão sendo mais afetados.
Essas informações ajudam na definição de estratégias de prevenção e controle das doenças.
A gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da Secretaria de Estado de Saúde, Lívia Mello, destaca que o início rápido do tratamento pode evitar agravamentos. Segundo ela, pacientes com síndrome respiratória aguda grave ou com síndrome gripal associada a fatores de risco devem iniciar o uso de antiviral o mais cedo possível, conforme os protocolos médicos.
Nesses casos, o início do tratamento não deve aguardar a confirmação laboratorial, pois a rapidez na intervenção é considerada decisiva para reduzir o risco de complicações e mortes.
Ações preventivas
Mesmo sem registro expressivo de aumento de casos neste momento, a estratégia adotada pelo governo estadual é preventiva. A experiência dos últimos anos mostra que a organização antecipada da rede de saúde ajuda a reduzir a pressão sobre hospitais e unidades de atendimento.
A recomendação é que os municípios mantenham vigilância ativa, realizem a notificação rápida de casos e fortaleçam a integração entre atenção básica, serviços de urgência e hospitais. A atuação coordenada é considerada essencial para garantir resposta rápida diante de um possível crescimento das infecções respiratórias durante os meses mais frios.
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