Campo Grande (MS), Sexta-feira, 03 de Julho de 2026

EMPREGO FORMAL

Mato Grosso do Sul abre 3,9 mil novos postos com carteira assinada em janeiro

Construção e Agropecuária lideram geração de vagas; Brasil cria 112,3 mil empregos no mês

03/03/2026

15:30

REDAÇÃO

Mato Grosso do Sul registra quase 4 mil novos empregos formais em janeiro, com destaque para o setor da Construção.

Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais. Em janeiro, foram criadas 3.936 novas vagas com carteira assinada no Estado, conforme dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre os cinco principais grupos de atividades econômicas, quatro registraram desempenho positivo. A Construção liderou a geração de vagas, com 2,3 mil novos postos formais. Na sequência aparecem Agropecuária (1,7 mil), Indústria (286) e Serviços (91). O Comércio foi o único setor com saldo negativo no período, com fechamento de 513 vagas.

No recorte municipal, Inocência foi a cidade sul-mato-grossense que mais gerou empregos formais em janeiro, com 1 mil novas vagas, alcançando estoque de 6,5 mil vínculos ativos. Também se destacaram Três Lagoas (639), Chapadão do Sul (477), Costa Rica (424) e Campo Grande (410).

Perfil das contratações

A maior parte das vagas no Estado foi ocupada por homens, que preencheram cerca de 4,1 mil postos. Pessoas com ensino médio completo lideraram as admissões, com 2,3 mil vagas. Jovens entre 18 e 24 anos concentraram o maior saldo, com 1,3 mil novos empregos.

Cenário nacional

No Brasil, foram gerados 112.334 empregos com carteira assinada em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. No acumulado de 12 meses, o país criou mais de 1,22 milhão de vagas formais. O estoque total de trabalhadores com carteira assinada passou de 47,34 milhões para 48,57 milhões, crescimento de 2,6%.

Regionalmente, as cinco regiões apresentaram saldo positivo, com destaque para a Sul, que liderou a geração de empregos no mês. Entre os estados, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná tiveram os maiores saldos.

No recorte por setores, a Indústria liderou nacionalmente, seguida pela Construção, Serviços e Agropecuária. Assim como em Mato Grosso do Sul, o Comércio apresentou saldo negativo, influenciado pela sazonalidade pós-festas de fim de ano.

O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, alta de 3,3% em relação a dezembro e de 1,77% na comparação com janeiro de 2025.


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