SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Especialistas discutem estratégias para reduzir mortalidade materna e infantil em MS
Reunião em Campo Grande analisou dados e propôs medidas para enfrentar mortes evitáveis
27/02/2026
08:25
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Reunião ampliada debateu medidas para reduzir mortes maternas e infantis evitáveis em Mato Grosso do Sul.
Cerca de 700 mulheres morrem todos os dias no mundo por complicações ligadas à gravidez e ao parto, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a maioria dessas mortes poderia ser evitada. Diante desse cenário, especialistas se reuniram nesta quinta-feira 26, em Campo Grande, para discutir estratégias de enfrentamento à mortalidade materna, infantil e fetal em Mato Grosso do Sul.

A 1ª Reunião Ampliada 2026 foi promovida pelo Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal e reuniu profissionais de diferentes áreas para analisar dados recentes e propor medidas práticas para reduzir os índices.
Entre os temas debatidos estiveram o papel do Comitê na qualificação da atenção à saúde, apresentado pelo presidente do grupo, Paulo Saburo Ito; o panorama da mortalidade materna e infantil na Capital em 2025, compartilhado pelo coordenador do Serviço de Estatísticas Vitais, Bruno Holsback Uesato; e a atuação do Núcleo de Apoio Especial à Saúde nos municípios do Estado.

Dados preocupantes
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 92% das mortes maternas e infantis são evitáveis. No Brasil e em Mato Grosso do Sul, as principais causas de morte materna continuam sendo pré-eclâmpsia, hemorragia e infecção. Entre os bebês, predominam a prematuridade, complicações relacionadas a doenças maternas como hipertensão e diabetes, além de sepse.
De acordo com os dados analisados pelo Comitê, fatores como dificuldade no planejamento reprodutivo, início tardio do pré-natal e baixa adesão às consultas ainda estão entre os principais determinantes dos óbitos. A avaliação caso a caso serve de base para orientar gestores na adoção de políticas públicas e ajustes na rede de atendimento.
Indicadores de avanço
Em Campo Grande, alguns indicadores já apontam avanços. Em 2025, o município registrou a menor taxa de gravidez na adolescência dos últimos dez anos: 9,58% dos nascidos vivos foram de mães entre 10 e 19 anos, percentual abaixo das médias estadual e nacional.
O resultado é associado à ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração, ao fortalecimento da Atenção Primária e à qualificação do pré-natal na rede municipal de saúde.
Criado em 2001, o Comitê é uma estratégia incentivada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde para qualificar a assistência obstétrica e infantil. A proposta é transformar estatísticas em ações concretas.
“Nossa meta é reduzir mortes evitáveis e garantir que mais mães e bebês tenham um início de vida seguro e saudável em Mato Grosso do Sul”, afirmou o médico ginecologista e obstetra Paulo Saburo Ito, presidente do Comitê.
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