ALMS / REPRESENTATIVIDADE FEMININA
Dia do Voto Feminino reforça conquista por mais mulheres na política sul-mato-grossense
ALEMS destaca trajetória das 11 deputadas que já passaram pelo Parlamento estadual
24/02/2026
12:00
REDAÇÃO
MARIA GORETI
As mulheres formam a maioria do eleitorado brasileiro e, nesta terça-feira, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul marca o Dia da Conquista do Voto Feminino, reforçando a importância da ampliação da representatividade feminina nos espaços de poder.
A Casa de Leis também convida a população a conhecer a página multimídia especial ALEMS e ELAS, que reúne a história das 11 deputadas que já passaram pelo Parlamento estadual, além de conteúdos voltados ao empoderamento feminino. Na atual 12ª Legislatura, ocupam cadeiras as deputadas Mara Caseiro, Lia Nogueira e Gleice Jane.
Para Mara Caseiro, a data simboliza a força feminina na democracia brasileira. Segundo a parlamentar, trata-se de um marco conquistado graças à luta de mulheres que não aceitaram o silêncio e abriram caminhos para as gerações seguintes.
Lia Nogueira também ressaltou o legado histórico da mobilização feminina, destacando a coragem e a resistência das mulheres que enfrentaram o preconceito para garantir o direito ao voto e à participação política.
Já Gleice Jane enfatizou que o voto feminino não foi um presente, mas resultado da organização e da mobilização de mulheres que enfrentaram o machismo, a exclusão e décadas de invisibilidade.
História do voto feminino
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, em 24 de fevereiro de 1932 o Código Eleitoral assegurou o direito ao voto às mulheres. A conquista foi consolidada na Constituição Federal de 1934. No entanto, somente em 1965 o voto feminino deixou de ser facultativo e tornou-se obrigatório, equiparando-se ao dos homens. O Dia da Conquista do Voto Feminino passou a ser celebrado oficialmente a partir de 2015, com a promulgação da Lei Federal 13.086.
Antes mesmo da garantia nacional, a professora Celina Guimarães entrou para a história ao requerer sua inclusão no rol de eleitores de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em 1927, após a vigência de legislação estadual que não fazia distinção de sexo para o exercício do voto.
Décadas depois, em 2010, o Brasil elegeu sua primeira mulher à Presidência da República, Dilma Rousseff, marco que reforça a importância da participação feminina na política nacional.
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