SAÚDE PÚBLICA
Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026
Ministério da Saúde prorroga estratégia de resgate e quer imunizar cerca de 7 milhões de adolescentes em todo o país
24/12/2025
07:45
REDAÇÃO
Vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo SUS e é essencial na prevenção de cânceres associados ao vírus. © Rovena Rosa/Agência Brasil
Os jovens de 15 a 19 anos que ainda não tomaram a vacina contra o HPV ganharam um novo prazo para garantir a imunização. O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal para essa faixa etária. O prazo anterior se encerraria em dezembro deste ano.
A medida busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção de adolescentes e jovens que não foram imunizados na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. A estratégia seguirá válida até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas.
Segundo o Ministério da Saúde, a meta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens que ainda não receberam a vacina contra o papilomavírus humano (HPV). Até dezembro de 2025, a ação de resgate aplicou 208,7 mil doses, sendo 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos.
A ampliação do prazo permite que mais adolescentes e jovens garantam a proteção individual e contribuam para a redução da circulação do vírus na população, diminuindo riscos de doenças associadas ao HPV no futuro.
A vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em ações externas promovidas por estados e municípios, como vacinação em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings.
Considerada segura e eficaz, a vacina contra o HPV é fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer, como o câncer do colo do útero, de vulva, de pênis, além de tumores de garganta e pescoço.
Atualmente, a vacinação contra o HPV faz parte do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses, o que facilitou o acesso e a adesão à imunização.
Para grupos específicos, o esquema vacinal segue sendo de três doses. É o caso de pessoas imunocomprometidas, como aquelas vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados, além de usuários de PrEP de 15 a 45 anos e vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
Em caso de dúvidas, a orientação do Ministério da Saúde é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliação e atualização da carteira de vacinação.
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