SAÚDE REGIONALIZADA
Hospital Regional de Dourados inicia atividades e consolida nova arquitetura da saúde em MS
Unidade começa a operar com 100 leitos e passa a atender 34 municípios da região sul do Estado
21/12/2025
08:45
REDAÇÃO
MARIA GORETI
Hospital Regional de Dourados inicia funcionamento com 100 leitos e passa a atender 34 municípios do sul de Mato Grosso do Sul. @Saul Schramm/Secom
O Governo de Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo na consolidação da Nova Arquitetura da Saúde com o início das atividades da Unidade I do Hospital Regional de Dourados (HRD) Olga Castoldi Parizotto, neste sábado (20). A abertura marca a reorganização do atendimento hospitalar no sul do Estado, com foco na regionalização, na eficiência do sistema e no acesso da população aos serviços de média e alta complexidade mais perto de casa.
A ativação do Hospital Regional integra um planejamento iniciado em outubro, com a inauguração da Policlínica Cone Sul, concebida como porta de entrada da atenção especializada. A unidade passou a concentrar diagnósticos e consultas especializadas, reduzindo deslocamentos e ampliando a resolutividade dos atendimentos na macrorregião.
Durante o ato oficial, o governador Eduardo Riedel afirmou que o hospital representa um marco para Dourados e para toda a região sul. Segundo ele, a unidade integra um novo modelo de organização da saúde estadual, baseado em critérios técnicos, científicos e na capacidade instalada de cada região. “É uma estratégia pensada cuidadosamente, baseada na ciência, no conhecimento e nos números, unificando os serviços e qualificando a regulação”, destacou.
O hospital inicia as atividades com 100 leitos e tem previsão de expansão já nos próximos meses. “Em abril ou maio, teremos mais 92 leitos sendo entregues no novo prédio”, afirmou o governador. A meta é que, até 2026, a unidade opere com 192 leitos, incluindo a ativação da hemodinâmica e de uma quinta sala cirúrgica.
Riedel também ressaltou que a Nova Arquitetura da Saúde redefine o papel dos municípios. Cidades de médio porte passam a concentrar atendimentos de média complexidade, enquanto municípios polos, como Dourados, assumem a alta complexidade. A reorganização contribui para reduzir a pressão histórica sobre hospitais de Campo Grande e fortalece o atendimento regionalizado.
Ao falar das prioridades para Dourados, o governador citou três demandas estratégicas da população da Grande Dourados. “O aeroporto, o hospital e água para a população indígena. Nós vamos atacar esses três temas e fazer acontecer em Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Os investimentos no complexo de saúde de Dourados refletem a dimensão do projeto. Somente em equipamentos, o aporte chega a R$ 39,29 milhões, sendo R$ 26,39 milhões destinados ao Hospital Regional e R$ 12,89 milhões à Policlínica Cone Sul. Considerando obras e equipamentos, o investimento global alcança R$ 134,1 milhões, com recursos estaduais e federais.
Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, o novo desenho da rede representa um salto de eficiência. “Essa organização garante que cada pessoa seja atendida no lugar certo e no momento certo, reduz deslocamentos e fortalece todo o sistema”, afirmou. Segundo ele, o hospital beneficiará diretamente 34 municípios, alcançando cerca de 900 mil pessoas.
Mesmo antes da abertura oficial, o HRD já iniciou sua atuação assistencial, com a realização da primeira cirurgia no dia 15 de dezembro. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que o hospital nasce integrado à Policlínica Cone Sul e alinhado à lógica da regionalização, preparado para oferecer atendimento seguro, eficiente e com tecnologia.
O prefeito de Dourados, Marçal Filho, ressaltou que a unidade é estratégica para toda a região sul. “Essa obra atende 34 municípios e quase um milhão de pessoas. O Governo do Estado compreendeu a importância regional desse hospital”, afirmou.
Localizado às margens da BR-463, o Hospital Regional de Dourados conta, nesta primeira etapa, com 59 leitos de internação, 20 de UTI, sendo 10 adultos e 10 pediátricos, e 21 leitos destinados a cuidados imediatos. A unidade dispõe de quatro salas cirúrgicas e está preparada para procedimentos de média e alta complexidade em diversas especialidades.
Representando o Ministério da Saúde, o secretário de Atenção Especializada, Mozart Sales, afirmou que o hospital integra o programa Agora Tem Especialista, que amplia o financiamento da atenção especializada no SUS. Segundo ele, o governo federal já investiu cerca de R$ 40 milhões na unidade. “É um modelo que garante estabilidade de recursos e amplia o acesso a serviços de alta qualidade”, destacou.
Com processos totalmente digitalizados, como prontuário eletrônico e gestão integrada de leitos, o HRD adota um modelo tecnológico que servirá de referência para outras unidades da Nova Arquitetura da Saúde. Para a diretora-geral do hospital, Andréia Alcântara, a missão é oferecer um serviço organizado, seguro e resolutivo desde o primeiro dia.
O hospital leva o nome de Olga Castoldi Parizotto em reconhecimento à sua trajetória e contribuição para o desenvolvimento de Dourados, incluindo ações de beneficência e o legado da doação do terreno onde a unidade foi construída.
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