
Campo Grande enfrenta graves problemas em tr�s setores fundamentais: na Sa�de, no Tr�nsito e na Educa��o, denuncia o deputado estadual Felipe Orro (PDT). �A Sa�de est� doente, a Santa Casa enfrenta novamente a superlota��o e as unidades b�sicas de sa�de n�o atendem a contento; o tr�nsito est� ca�tico, o transporte coletivo � caro e ineficiente e isso tudo leva confus�o �s ruas com o aumento do n�mero de ve�culos e consequentemente o aumento dos acidentes, o que recai no Sistema de Sa�de. E para completar os professores est�o em greve, os alunos sem aula. A popula��o n�o pode pagar mais essa conta�, disse Felipe Orro, em pronunciamento da Tribuna da Assembleia na sess�o desta ter�a-feira (18).
O deputado apresentou n�meros que considera preocupantes sobre a Santa Casa de Campo Grande, o maior hospital do Estado. Todos os setores da Santa Casa atendem acima da capacidade. O Pronto-Socorro tem 46 leitos, mas na segunda-feira (17) havia 57 pacientes sob atendimento ali, conforme balan�o divulgado pelo pr�prio hospital. O setor de pr�-ortopedia tem capacidade para atender sete pacientes, mas atendia 16.
E � exatamente esse setor que reflete o problema do tr�nsito denunciado pelo deputado. Em apenas tr�s dias (da sexta-feira dia 14 ao domingo dia 16) foram realizados 200 procedimentos cir�rgicos na Santa Casa, sendo 123 cirurgias de ortopedia/traumatologia. �O tr�nsito mata dezenas, centenas de pessoas por ano na Capital. Mas deixa ainda uma multid�o de feridos, e � na Santa Casa que a grande maioria dessas v�timas buscam socorro�, frisou.
� preciso aprimorar o Sistema de Sa�de do munic�pio, alertou Felipe Orro. �Precisa ser conclu�do o Hospital do Trauma e as unidades b�sicas precisam atender a contento, fazer a parte que lhes cabe no sistema. As pessoas n�o est�o recebendo o atendimento necess�rio nas UPAS e UBS, e acabam sobrecarregando os hospitais.�
Educa��o � N�o bastasse a situa��o ca�tica no tr�nsito e no Sistema de Sa�de, Campo Grande ainda enfrenta outra grave crise, na Educa��o. Em greve h� uma semana, os professores reivindicam o cumprimento da lei que equipara o piso da categoria ao piso nacional, mas apesar dos protestos as negocia��es n�o avan�am.
�N�o pode recair nos alunos essa conta. O ano letivo est� terminando e as aulas est�o suspensas. Campo Grande � uma das capitais que mais arrecada com impostos pr�prios, ent�o o poder p�blico precisa encontrar uma solu��o�, disse. �Se esses problemas n�o forem resolvidos agora, vamos come�ar outro ano letivo com a amea�a de nova paralisa��o, e isso a popula��o n�o aguenta mais.�
Por: Jo�o Prestes