Com faturamento zero desde mar�o, setor amarga incertezas sobre retomada econ�mica neste ano
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| Maio seguir� com faturamento zero para 33% dos empres�rios, conforme pesquisa da Funda��o de Turismo �Divulga��o / Prefeitura de Bonito |
A crise causada pela pandemia de Covid-19, doen�a causada pelo novo coronav�rus, atingiu em cheio o setor de turismo em Mato Grosso do Sul. O faturamento est� zerado para quem trabalha com hospedagem e reservas, e em Bonito, principal destino tur�stico de MS, pousadas, com�rcios e ag�ncias n�o sobreviveram � crise.
No m�s passado, 34% das empresas do setor tiveram faturamento zero, conforme pesquisa do Observat�rio do Turismo (ObservaturMS), da Funda��o de Turismo do Estado (Fundtur-MS), e 8% delas tiveram de encerrar as atividades.
De acordo com o presidente da Associa��o Bonitense de Ag�ncias de Ecoturismo (Abaetur), Gustavo Diniz Romeiro, s�o mais de 70 dias sem movimento. �Estamos todo esse per�odo sem receita. De ag�ncia de turismo s� sei de uma que fechou, mas pousadas tem seis que encerraram atividades, e no com�rcio, pelo menos uns 30 fechamentos�, disse.
O presidente da Associa��o Brasileira de Ag�ncias de Viagens no Estado (Abav-MS), Ney Gol�anvez, diz que h� dois meses o setor n�o vende novos pacotes. �Em mar�o, trabalhamos dez dias com cancelamento e remarca��o�, afirmou o representante da entidade. As remarca��es est�o ficando principalmente para o pr�ximo m�s, e as empresas adotaram o regime de home office.
Gon�alvez refor�a que com a falta de fluxo, as pousadas da regi�o tiveram de fechar as portas. �Fomos muito afetados, mas � algo que foge do nosso controle. N�o sabemos como ocorrer�, mas a retomada deve ser t�mida�, informou.
A propriet�ria de uma pousada local, Fernanda Roda, explica que sem os passeios abertos as empresas ficam fechadas e, em muitos casos, precisam devolver o dinheiro das reservas. �Durante esse per�odo s� cancelamos as hospedagens, e em muitos casos quando os h�spedes j� tinham depositado parte dos valores. A situa��o de todo mundo est� igual; enquanto os turistas n�o voltarem, continuaremos assim�, explicou.
FLEXIBILIZA��O
A flexibiliza��o nas regras de isolamento na cidade foram anunciadas nesta semana. Conforme decreto, a partir do dia 1� de junho, hot�is, pousadas e atrativos est�o autorizados a reabrir obedecendo aos protocolos de biosseguran�a. Segundo o presidente da Abaetur, a retomada da movimenta��o s� deve acontecer no m�s seguinte. �A gente espera a reabertura dos atrativos e das ag�ncias a partir de julho. Al�m dos protocolos a serem adotados, temos ainda o per�odo que � de baixa temporada�, explicou Romeiro.
Em raz�o da crise, as tarifas de servi�os e atrativos de Bonito n�o ter�o reajuste neste ano, enquanto alguns hot�is passaram a realizar promo��es.
O fluxo inicial deve ser apenas de turistas do Estado, reabrindo a partir de setembro para o p�blico nacional. Estrangeiros s� devem voltar em 2021. At� l�, as empresas tentam lidar com a situa��o.
Segundo a Abav, algumas ag�ncias aderiram � Medida Provis�ria 905, que autoriza a suspens�o de contratos e redu��o de sal�rios. �Como estamos sem faturamento desde mar�o, vamos reestruturando e planejando. A retomada deve ser lenta, mas deve ser com for�a�, finalizou Gon�alves.
Como j� noticiou o Correio do Estado, o turismo � essencial para a cidade. �� a atividade que mais emprega em Bonito: � o que mais investe e o maior empregador. S�o sete mil empregos diretos e dois mil indiretos. Durante a alta temporada, o turismo movimenta na cidade R$ 1 milh�o por dia; na baixa temporada, 40% a 50% disso. Esse valor diz respeito a toda a cadeia do turismo�, disse o secret�rio de Turismo, Ind�stria e Com�rcio, Augusto Mariano.
PESQUISA
Levantamento do ObservaturMS aponta ainda que 17,8% dos empres�rios foram obrigados a buscar financiamentos e empr�stimos e 15,7% tomaram medidas como conceder f�rias, licen�as e at� demitir. Maio seguir� com zero faturamento para 33%, mas permeado de muita incerteza por 29% dos entrevistados, que sinalizaram n�o ter como estimar as perdas.
Estudo ainda aponta que 31,6% dos empres�rios entrevistados conseguem trabalhar por um ou dois meses com o capital de giro. Foram 402 pessoas consultadas entre 8 e 27 de abril, em 39 munic�pios.
Fonte: CE
Por: Adriel Mattos, S�zan Benites