Campo Grande (MS), Domingo, 19 de Abril de 2026

ARTIGO: Compromissos e Desafios

09/12/2014

11:25

CMS

Reinaldo Azambuja*
Muito antes da campanha eleitoral, na prospec��o que fizemos ao longo de um ano e meio em todas as cidades do nosso Estado, percebemos que a ang�stia da popula��o residia numa �nica constata��o � a aus�ncia do Estado, desde as a��es mais simples �s provid�ncias mais complexas.

Mas o que mais indigna a popula��o, somada � aus�ncia, que em muitos casos se d� por insufici�ncia de desempenho da administra��o p�blica, � a m� gest�o dos recursos p�blicos, mazela que reflete na condi��o de vida do cidad�o. Por isso venho repetindo que nada valer� a pena se n�o pudermos governar para as pessoas, atender �s necessidades de progresso social e desenvolvimento econ�mico. Acreditamos que nosso desafio deva ser isso � fazer com que o bra�o do Estado chegue a todos, especialmente �s fam�lias que hoje est�o privadas de suas necessidades mais prementes.

N�o basta ao governante aplicar os recursos corretamente, at� porque isso � dever, uma obriga��o do gestor p�blico. O que o administrador deve perseguir, sem tr�gua, � a efici�ncia, a efic�cia e efetividade. Chamar para si a responsabilidade da melhoria dos indicadores sociais, por meio de a��es coletivas, convocando todos os poderes para uma cruzada pela mudan�a, uma mudan�a realmente percept�vel, capaz de refletir de modo positivo na vida das pessoas.

N�o podemos abrir m�o de valores como a proatividade, a compet�ncia e a efici�ncia. Nenhuma ci�ncia, por si s�, pode mudar o mundo, mas uma nova cultura, assentada na educa��o, na boa gest�o e no compromisso com o cidad�os, seremos capazes de transformar o mundo.

� o comprometimento que buscamos, a partir de agora, na forma��o do nosso governo, convencido de que uma administra��o voltada ao interesse coletivo, sem privilegiar grupos ou segmentos, pode atingir aos objetivos a que nos propomos.

A par da secular dicotomia burocracia-efici�ncia, temos que ter a percep��o e sensibilidade para acreditar no poder da transforma��o. N�o vamos mudar um mil�metro do nosso programa de governo por acreditar em uma revolu��o na gest�o p�blica, que hoje tem privado a popula��o de aten��o b�sica, de servi�os essenciais, do direito e da pr�pria esperan�a de progredir e de ter acesso �s oportunidades geradas pelas m�os do Estado.

A mudan�a da qual n�o se pode abrir m�o nos imp�e os desafios de estabelecer prioridades e assegurar o usufruto das riquezas geradas pelo c�rculo virtuoso da produ��o, do trabalho e participa��o de todos nas conquistas da sociedade.

Faltam recursos, n�o h� d�vida, mas falta, sobretudo, efici�ncia na gest�o dos recursos. Da� a nossa disposi��o de trabalhar para as pessoas, com as pessoas, com a responsabilidade de, no poder p�blico, contar com a importante contribui��o dos servidores, oferecendo a eles condi��es de se qualificar e assim poder oferecer efici�ncia na nobre fun��o de servir a coletividade.

N�o h� o que arredar nessa miss�o de estabelecermos um plano e governo comprometido com a mudan�a, com um novo jeito de fazer pol�tica. Respeitando as leis, contribuindo para o seu aperfei�oamento e, fundamentalmente, promovendo justi�a e ampliando oportunidades. Sem deixar de honrar a grande d�vida social que se acumulou ao longo dos anos pela falta de a��es eficientes na sa�de, educa��o e seguran�a p�blica, onde residem as principais mazelas que impedem nossa popula��o de viver em paz e com dignidade.


(*) Reinaldo Azambuja � deputado federal pelo PSDB e governador eleito de Mato Grosso do Sul.

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