Campo Grande (MS), Sábado, 04 de Julho de 2026

Para desespero de pacientes, em abril medicamentos vão subir até 7%

25/03/2015

09:55

CMS


Ideia do governo � fazer com que mais medicamentos tenham o menor reajuste de pre�o (Foto: Caroline Maldonado)






O Minist�rio da Sa�de divulga na ter�a-feira (31) o reajuste do pre�o m�ximo dos medicamentos e as farm�cias estimam alta entre 5% e 7%, embora o ministro Arthur Chioro tenha adiantado que o �ndice ser� menor em rela��o ao do ano passado, que foi de 6%, pois o governo usar� nova regra para calcular e estabelecer o percentual a fim de manter o aumento abaixo da infla��o.

A ideia do governo � fazer com que mais medicamentos tenham menor alta de pre�o. Do total, apenas 21,57% ter�o o maior reajuste, enquanto 51,73% ter�o menor �ndice de altera��o, segundo o minist�rio.

Marilene Medeiros, 51 anos, tem esperan�a na medida do governo para reduzir
os custos da fam�lia com medicamentos (Foto: Caroline Maldonado)
O propriet�rio da drogaria Farma e Farma, Sidney Paulo Miyashiro, acredita que o reajuste deve ficar no mesmo patamar do aplicado no ano passado e, dificilmente, os custos v�o ser reduzidos para o consumidor. �Acho que pode ter um aumento igual ao anterior ou maior, de at� 7%, pelo fato da alta do d�lar�, comentou o farmac�utico, ao lembrar a cota��o da moeda norte-americana, que disparou nas �ltimas semanas e chega a R$ 3,16, influenciando na compra de produtos importados.

Se o pre�o m�ximo n�o subir muito, os farmac�uticos garantem que adotar�o a medida e n�o v�o reduzir descontos. O subgerente da Drogaria Ultra Popular, Anderson Pereira Sales, destaca que, sendo baixo ou alto o reajuste, n�o far� muita diferen�a para as farm�cias de rede. �Caso n�o aumente muito o pre�o m�ximo, a op��o � buscar laborat�rios que forne�am uma linha de produtos mais em conta. Para as farm�cias de rede � mais f�cil, n�o deve ter grandes impactos. Se cair muito o pre�o m�ximo vai ser mais dif�cil para as drogarias pequenas�, comenta ele, que estima reajuste de, no m�ximo 5%, com base no que informaram os fornecedores.

Mesmo com as estimativas pessimistas, Marilene Medeiros, 51 anos, tem esperan�a na medida do governo para reduzir os custos da fam�lia com medicamentos, que chega a R$ 1,5 mil por m�s. Ela � do lar e o esposo, de 61 anos, tem DPOC (Doen�a Pulmonar Obstrutiva Cr�nica). Os medicamentos comprometem 20% da renda do casal. �Um �nico rem�dio custa R$ 270 e com o desconto sai pela metade. Ainda assim, fica caro. Ent�o, tenho esperan�as que reduza o pre�o e as farm�cias mantenham, porque eu gasto uma fortuna com medicamentos�.

No ramo farmac�utico h� 32 anos, Walmir Felix, lembra que quando os pre�os determinados pelo governo oscilavam, as farm�cias diminu�am os descontos para n�o ter preju�zo, mas agora isso n�o acontece. �Antigamente tinha isso, porque as farm�cias eram pequenas, mas agora s�o grandes redes, que n�o trabalham com estoque e sim com produtos de giro�, explica.

Os descontos para rem�dios de uso cont�nuo ficam em torno de 21,1% e alguns chegam a 60%, nas farm�cias. Esse � o grupo de rem�dios usado no tratamento de doen�as cr�nicas e ou degenerativas, para o qual o reajuste deve ser dos menores. 

Novo c�lculo � Segundo o Minist�rio da Sa�de, os tr�s n�veis de reajuste de pre�o s�o definidos conforme a concorr�ncia dos grupos de mercados, classificados como n�o concentrados, moderadamente concentrados e altamente concentrados.

Ser� ampliado o grupo autorizado a fazer o menor reajuste de pre�o, porque o novo c�lculo adotar� modelo internacional para a medi��o do poder de mercado individual de empresas ou grupos econ�micos, o IHH (�ndice Herfindahl-Hirschman). Com a nova medida, tamb�m ser� considerado o mercado como um todo, n�o somente o varejista e pela primeira vez ser�o inclu�das as vendas hospitalares e compras p�blicas.

O percentual de reajuste ser� divulgado pela C�mara de Regula��o do Mercado de Medicamentos na ter�a-feira (31), ap�s a publica��o oficial do IPCA (�ndice Nacional de Pre�os ao Consumidor Amplo), como prev� a regra. O �ndice aponta a infla��o no pa�s.



FONTE: CAMPOGRANDENEWS/ JCMS
Por: Caroline Maldonado
http://www.campograndenews.com.br/economia/para-desespero-de-pacientes-em-abril-medicamentos-vao-subir-ate-7

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