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| O pedreiro Jos� Alves Souza, (centro) � um dos trabalhadores que espera receber os direitos trabalhistas da Proteco e voltar com os colegas para o Nordeste. (Foto: Fernando Antunes) |
A maior parte dos 34 funcion�rios, contratados pela Proteco Constru��es Ltda, afastada pelo governo do Estado das obras do Aqu�rio do Pantanal, quer voltar para o Nordeste. Tem trabalhador que chegou h� um ano e meio, enquanto os mais recentes est�o na Capital h� tr�s meses. Depois de terem o vale alimenta��o cortado no in�cio do m�s e o vale salarial n�o pago no �ltimo dia 20, eles realizaram um protesto na manh� de hoje, 24, na frente da obra.
Segundo os trabalhadores, a empresa foi busc�-lo em suas cidades nos estados de Sergipe, Alagoas, Piau� e no Cear� e vieram em �nibus fretado pela Proteco. Por�m, depois dos problemas surgidos com a deflagra��o da opera��o Lama Asf�ltica, que culminou na suspens�o do contrato pelo governo do Estado, eles come�aram a sentir as consequ�ncias dos fatos.
Primeiro, foi a suspens�o do vale alimenta��o no in�cio do m�s. Menos R$ 240,00 que ajudava na comida. Nesta semana, a empresa n�o fez o pagamento do vale salarial do dia 20, o que deixou os funcion�rios revoltados e, sem informa��o sobre a regulariza��o, decidiram cruzar os bra�os.
Na manh� de hoje realizaram um protesto no canteiro da obra, depois de perceberam a retirada de m�quinas e equipamentos pela empresa. �Hoje n�o tivemos caf� da manh� e s� chegou o almo�o em raz�o da nossa manifesta��o�, contou o pedreiro Jos� Alves Souza, 38 anos, que deixou a fam�lia h� seis meses na cidade de Canind� de S�o Francisco, em Sergipe.
Jos� Souza disse que diante dos problemas ocorridos, a grande maioria dos colegas querem voltar pra casa. �Estamos sem saber o que vai acontecer conosco. Queremos receber a rescis�o e voltar pra casa�, declarou, ansioso para rever sua fam�lia.
H� um ano trabalhando na obra, conclu�do no �ltimo dia 22, o tamb�m pedreiro Luciano Silva, 27 anos, tamb�m est� na expectativa de retornar com o amigo Jos� Souza para Sergipe. �Nessa incerteza que ficamos � melhor recebermos nossos direitos e voltar para casa�, comentou ele, que neste per�odo sequer visitou � fam�lia uma vez.
O grupo de trabalhadores que, somam mais dois haitianos, moram em alojamento na Vila Progresso. Apenas um trouxe a fam�lia do Nordeste para Campo Grande e pretende permanecer na cidade. Por isso, preservamos a identidade para evitar repres�lia.
Apesar da inseguran�a, Jos� Souza disse que o representante do sindicato dos trabalhadores na constru��o civil esteve na obra hoje pela manh�, durante o protesto, e garantiu a eles que os direitos trabalhistas est�o assegurados e que a entidade vai acompanhar de perto a transi��o com a substitui��o da empresa Proteco na obra.
Na obra do Aqu�rio tem, pelo menos, mais duas empresas al�m da Proteco, que foi afastada pelo governo do Estado. Os trabalhadores das outras empresas est�o trabalhando normalmente, depois de uma semana de paralisa��o por falta de energia el�trica no local.
Fonte: campograndenews
Por: Antonio Marques
Link Original: http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/diante-da-incerteza-funcionarios-do-aquario-querem-voltar-para-o-nordeste