Ex-governador afirma que secretarias e Agesul tinham autonomia para trabalhar
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(Foto: Victor Chileno)
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O ex-governador de Mato Grosso do Sul Andr� Puccinelli (PMDB) assegura n�o estar apreensivo no que diz respeito � Opera��o Lama Asf�tica, da Pol�cia Federal, que levantou ind�cios de ilegalidades em contratos firmados com empreiteiras na gest�o dele (2007-2014). Durante entrevista � imprensa ap�s participar de reuni�o na sede regional do PMDB, na tarde desta segunda-feira, 3 de agosto, ele mencionou que, se houve qualquer pr�tica irregular na formula��o de contratos para obras p�blicas, n�o foi com o seu consentimento. "Se tem alguma coisa errada, n�o quero crer nisso, mas se teve, da minha parte n�o foi e espero que n�o tenha sido da parte de ningu�m", afirmou.
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(Foto: Victor Chileno)
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Puccinelli relatou que todas as secret�rias de seu governo e inclusive a Ag�ncia Estadual de Gest�o de Empreendimentos (Agesul) - respons�vel direta pelas obras p�blicas - tinham autonomia, cabendo a ele apenas repartir o dinheiro. Por determina��o judicial, foram afastados quatro servidores da Agesul, que estariam envolvidos diretamente em fraudes nas licita��es. �Eu n�o assinei nenhum contrato, n�o era fiscal, n�o era supervisor. Eles tinham autonomia total l� (...)�, disse admitindo que irregularidades podem ter ocorrido sem que ele soubesse. �Pode, mas n�o acho que fizeram isso.�
Na avalia��o de Puccinelli, as obras p�blicas colocadas em suspei��o pela Pol�cia Federal n�o foram superfaturadas, mas custaram exatamente o que deveriam. Contudo, relat�rios da Controladoria-Geral da Uni�o (CGU) j� divulgados, apontaram superfaturamento, por exemplo, nas obras na rodovia MS-430 � que liga Rio Negro a S�o Gabriel D�Oeste. O empreendimento foi executado pela Proteco Constru��es, do empreiteiro Jo�o Amorim, que segundo a PF era favorecido em licita��es direcionadas.
Puccinelli desqualifica a atua��o da CGU na fiscaliza��o das obras. �A CGU n�o tinha compet�ncia para administrar porque n�o � verba federal. Mas, isso n�o vem ao caso�, respondeu sobre as constata��es da Controladoria. Ele tamb�m desmentiu que obras de pavimenta��o nas rodovias estaduais tenham sido mal feitas. "N�o tem buraco nenhum l� (...) Podem ir ver", sugeriu.
Aqu�rio do Pantanal � Outro empreendimento que caiu nas m�os da Proteco em uma opera��o considerada duvidosa foi o Aqu�rio do Pantanal, obra emblem�tica da gest�o Puccinelli para Campo Grande, que ainda est� em edifica��o no Parque das Na��es Ind�genas.
Segundo Puccinelli, a vencedora original da licita��o para a obra, a Egelte, foi notificada v�rias vezes em fun��o de n�o cumprir os prazos estabelecidos no cronograma. Na explica��o dele, o governo queria que mais empresas participassem para que a obra fosse conclu�da a tempo. Por�m, n�o havia interessados. �Outras empresas n�o quiserem pegar a bucha, porque o camarada n�o pegava nem fornecedores�, relembrou.
A Proteco teria sido a �nica que se apresentou para assumir as obras no lugar da Egelte. Ele acredita que a subcontrata��o da Proteco tenha sido legal. �A Agesul acatou decis�o jur�dica e a Seop (Secretaria de Obras) homologou e me trouxeram (...) A Proteco foi a �ltima que se disp�s a ajudar (...) Ningu�m quis pegar e a� sobrou para a Proteco. A Justi�a vai ver se o afastamento da empresa (Egelte) foi dentro da legalidade ou n�o. Eu creio que toda formalidade legal tenha sido cumprida.�
O governador informou ainda que at� agora n�o foi oficialmente citado pelas investiga��es da Pol�cia Federal. "N�o fui indiciado, nem citado, s� mencionado."
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| (Foto: Victor Chileno) |
Fonte: Di�rio Digital
Por: Valdelice Bonif�cio