CLIMA E AGRONEGÓCIO
Centro-Oeste terá trimestre mais seco e quente, com impactos para lavouras e pastagens, aponta Inmet
Boletim agroclimatológico indica redução das chuvas entre julho e setembro e aumento do risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul e demais estados da região
14/07/2026
07:45
REDAÇÃO
Período entre julho e setembro será marcado por tempo seco, calor acima da média e maior risco de incêndios florestais no Centro-Oeste, aponta o Inmet. © Arquivo/Agência Brasil
O trimestre entre julho e setembro será marcado pelo predomínio de tempo seco e temperaturas acima da média no Centro-Oeste brasileiro. A previsão consta no mais recente Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que aponta condições climáticas favoráveis à colheita das culturas de segunda safra, mas também alerta para impactos na produtividade agrícola, nas pastagens e no aumento do risco de incêndios florestais.
Segundo o levantamento, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal devem registrar temperaturas em torno de até 2°C acima da média histórica durante o período. A redução das chuvas será característica predominante da estação, favorecendo a conclusão da colheita de milho, sorgo e algodão e o preparo das áreas para a próxima safra.
Apesar desse cenário positivo para as operações no campo, o avanço do período seco deve reduzir gradativamente a umidade disponível no solo, comprometendo a recuperação das pastagens e aumentando o risco de perdas nas áreas onde o milho de segunda safra ainda estiver em desenvolvimento.
O boletim destaca que o Centro-Oeste iniciou o período seco com boas reservas hídricas acumuladas pelas chuvas do primeiro semestre, fator que tende a minimizar parte dos impactos sobre as lavouras. No entanto, a tendência é de agravamento do déficit hídrico ao longo dos próximos meses.
Outro ponto de atenção é a baixa umidade relativa do ar, que favorece a maturação do algodão, mas amplia significativamente o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais, especialmente nas áreas de vegetação nativa e no Pantanal.
El Niño influencia o clima
O Inmet também informa que o fenômeno El Niño permanece ativo e deverá continuar influenciando o clima até fevereiro de 2027. Seus efeitos já são observados principalmente no Sul do Brasil, onde a previsão indica chuvas acima da média, enquanto grande parte das regiões centrais do país seguirá sob influência de massas de ar seco.
No Centro-Oeste, a combinação entre calor, baixa umidade e ausência de precipitações deverá provocar grande amplitude térmica ao longo dos dias, com manhãs mais frias e tardes bastante quentes.
Segundo o instituto, o cenário exige atenção tanto dos produtores rurais quanto das autoridades ambientais, devido ao aumento da vulnerabilidade das pastagens e ao risco elevado de queimadas durante o trimestre.
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