Campo Grande (MS), Segunda-feira, 13 de Julho de 2026

POLÍTICA / ECONOMIA

Reinaldo Azambuja critica política monetária e defende redução dos juros para estimular investimentos

Pré-candidato ao Senado afirma que juros elevados encarecem o crédito, dificultam o crescimento econômico e pressionam famílias, empresários e prefeituras

11/07/2026

08:35

REDAÇÃO

Reinaldo Azambuja afirma que a redução sustentável dos juros e o equilíbrio das contas públicas são fundamentais para estimular investimentos e fortalecer os municípios. Foto: Divulgação.

O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, criticou a atual política monetária brasileira e afirmou que a manutenção dos juros em patamares elevados tem impactos diretos sobre a economia e a população. Segundo ele, o alto custo do crédito dificulta investimentos, reduz o poder de compra das famílias e aumenta as dificuldades enfrentadas por empresários e gestores públicos.

De acordo com Reinaldo, os efeitos da política econômica são percebidos no cotidiano da população. Para ele, o aumento dos juros torna mais caras as prestações de financiamentos, eleva os custos do cartão de crédito e reduz a capacidade de consumo das famílias, especialmente na compra de itens essenciais.

O ex-governador também destacou os impactos sobre o setor produtivo. Segundo ele, comerciantes enfrentam dificuldades para obter crédito destinado à renovação de estoques, enquanto produtores rurais adiam investimentos em máquinas e equipamentos devido ao alto custo dos financiamentos, o que, na avaliação do pré-candidato, acaba refletindo na geração de empregos.

Reinaldo afirmou ainda que os municípios também são afetados pela política monetária. Na avaliação dele, obras de infraestrutura, como pavimentação, construção de creches e pontes, tornam-se mais caras em razão do aumento dos custos financeiros e da inflação.

Ao comentar as despesas da União com o pagamento de juros da dívida pública, o pré-candidato citou que, somente em abril, o Governo Federal destinou R$ 84,8 bilhões para essa finalidade. Segundo ele, esses recursos poderiam ser direcionados para áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

"O que adianta o país ter potencial se o custo do dinheiro inviabiliza quem produz? O produtor rural, o pequeno empresário e o prefeito que quer pavimentar uma rua estão reféns de uma política monetária que não dialoga com a realidade de quem trabalha. Precisamos de previsibilidade, menos ruído e mais responsabilidade fiscal", afirmou.

Para Reinaldo Azambuja, Mato Grosso do Sul possui potencial para ampliar seu crescimento econômico, impulsionado pela força do agronegócio e pelo empreendedorismo da população. No entanto, segundo ele, a elevada taxa de juros funciona como um obstáculo ao desenvolvimento e limita novos investimentos.

O pré-candidato também defendeu maior responsabilidade na gestão das contas públicas e afirmou que o fortalecimento dos municípios depende de uma política econômica que favoreça a redução sustentável dos juros e amplie a capacidade de investimento das cidades.

"Não dá para aceitar que o dinheiro do trabalhador brasileiro sirva apenas para pagar juros em Brasília. Precisamos de um governo que gaste com responsabilidade e que invista onde o povo está: na saúde, na educação e na infraestrutura das nossas cidades", declarou.

Ao encerrar, Reinaldo reforçou a importância do municipalismo, destacando que o Senado deve atuar para fortalecer os estados e os municípios, promovendo políticas que contribuam para o desenvolvimento regional e para a melhoria da qualidade de vida da população.


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