Campo Grande (MS), Sábado, 10 de Janeiro de 2026

OPERAÇÃO DIRTY PIX DESVIO DE R$ 5,4 MILHÕES

MPMS deflagra operação Dirty Pix para investigar esquema de desvio no Hospital de Sidrolândia

Ação cumpre 18 mandados em Sidrolândia (MS) e Manaus (AM) para apurar pagamento ilícito via Pix a vereadores e dirigentes hospitalares.

18/11/2025

10:20

REDAÇÃO

Mandados de busca e apreensão foram realizados em Sidrolândia (MS) e Manaus (AM) na Operação Dirty Pix, que investiga desvio de R$ 5,4 milhões no Hospital Elmíria Silvério Barbosa.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do GEC OC (Grupo Especial de Combate à Corrupção), deflagrou na manhã desta terça-feira (18) a Operação Dirty Pix, com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia (MS) e Manaus (AM). A investigação mira um suposto esquema de desvio de R$ 5,4 milhões destinados ao Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa. 

De acordo com o MPMS, parte dos recursos repassados pelo Estado via convênio para a aquisição de equipamentos hospitalares, como uma ressonância magnética e um autoclave, teria sido desviada pela administração da instituição em conluio com a empresa fornecedora. Segundo os promotores, a empresa envolvida pagou vantagens indevidas a vereadores, favorecendo políticos em troca de apoio ou contratos. 

As transferências financeiras foram feitas por meio de Pix, tanto diretamente quanto por intermédio de terceiros, para contas vinculadas ao presidente do hospital, Jacob Breure, e aos parlamentares investigados.

A operação conta com o apoio operacional do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) dos estados de Mato Grosso do Sul e Amazonas. 

Segundo relatos da imprensa, entre os alvos dos mandados estão vereadores, a direção do hospital e ex-gestores. Em alguns locais, agentes teriam apreendido documentos, celulares e outros materiais que podem conter provas das irregularidades. 

O MPMS investiga a prática de peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro por parte dos envolvidos no esquema. Até o momento não foi divulgado pelo órgão quantas prisões foram efetuadas, nem se houve medidas cautelares como bloqueio de bens, mas a operação ainda está em curso. 

A investigação reflete um esforço institucional para coibir a apropriação indevida de recursos públicos na saúde, especialmente em contratos que envolvem grandes valores e entidades estratégicas para a população local.


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