INTEIROR / ESCÂNDALO EM BONITO
Operação Águas Turvas prende secretário de Finanças e investiga fraudes milionárias em licitações
Ministério Público aponta esquema criminoso instalado desde 2021 com envolvimento de servidores, empresários e empresas contratadas pela prefeitura
08/10/2025
09:15
REDAÇÃO
Secretário de Finanças de Bonito, Edilberto Gonçalves, conhecido como Beto da Pax, está entre os presos na operação que apura fraudes em contratos públicos e corrupção na prefeitura
A Operação Águas Turvas, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) com apoio da 1ª Promotoria de Justiça de Bonito, resultou na prisão preventiva do secretário municipal de Finanças, Edilberto Cruz Gonçalves, conhecido como “Beto da Pax”. Ele é um dos principais alvos da investigação que apura a atuação de uma organização criminosa instalada na administração pública.
Também foram presos o arquiteto Carlos Henrique Sanches Corrêa, fiscal de obras da prefeitura e proprietário da empresa Sanches e Corrêa Ltda., e Luciane Cíntia Pazette, gerente do setor de licitações e compras do município. Segundo o Ministério Público, os três ocupavam funções-chave dentro do esquema e teriam favorecido empresas em processos licitatórios fraudulentos.
O empresário Genilton da Silva Moreira, da Base Construtora e Logística, também é alvo da operação. Ele já havia sido investigado e preso nas operações Velatus e Spotless, em Terenos. Somente com a Prefeitura de Bonito, os contratos firmados por sua empresa somam cerca de R$ 3 milhões.
Outro investigado é Luiz Fernando Xavier Duarte, ex-presidente da Associação Pestalozzi de Bonito e atualmente corretor de imóveis. Contra ele foi cumprido mandado de busca e apreensão, mas ele acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma. Foi liberado após pagar fiança de R$ 2 mil.
Ao todo, a operação cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos municípios de Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR). A ação conta com o apoio do Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado).
De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa fraudava sistematicamente licitações de obras e serviços de engenharia desde 2021. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, fraudes em processos licitatórios, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As investigações seguem em andamento e o MP não descarta novas prisões e medidas cautelares.
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