Eles foram detidos na sexta-feira (10), em regime tempor�rio.Pol�cia n�o pediu para que o prazo de cinco dias fosse estendido.
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A Justi�a Federal determinou na tarde desta ter�a-feira (14/4) que parte dos presos na 11� fase da Opera��o Lava Jato fosse solta. Os suspeitos foram detidos em regime tempor�rio, na quinta-feira (9). Diferente da preventiva, a pris�o tempor�ria tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco.
At� as 17h50, o juiz federal S�rgio Moro havia determinado a soltura dos suspeitos Ivan Vernon Gomes Torres J�nior, ex-funcion�rio do ex-deputado Pedro Corr�a (PP-PE) e Elia Santos da Hora, secret�ria do ex-deputado federal Luiz Arg�lo. Do oito detidos, quatro eram em regime tempor�rio. Al�m dos que j� foram soltos, h� tamb�m o publicit�rio Ricardo Hoffmann e o irm�o do ex-deputado federal Andr� Vargas (sem partido), Leon Vargas. As decis�es sobre a liberdade deles devem ser publicadas ainda nesta ter�a-feira. O Minist�rio P�blico Federal (MPF) pediu que as pris�es de Leon e Hoffmann sejam convertidas em preventiva.
Aos que receberam o alvar� de soltura, Moro determinou algumas restri��es. Os dois est�o proibidos de mudar de endere�o sem autoriza��o da Justi�a, devem comparecer a todos os atos do processo e da investiga��o e est�o proibidos de deixar o pa�s.
Os tr�s pol�ticos envolvidos nas investiga��es, Vargas, Arg�lo e Corr�a receberam ordens de pris�o preventiva e est�o detidos na carceragem da Superintend�ncia da Pol�cia Federal, em Curitiba.
O esquema
De acordo com a Pol�cia Federal, a ag�ncia de publicidade dirigida por Ricardo Hoffmann era contratada pela Caixa e pelo Minist�rio da Sa�de. Ela fazia subcontrata��es de fornecedoras de materiais publicit�rios que eram de fachadas e tinham como s�cios Andr� Vargas e seu irm�o, Leon Vargas.
Como n�o havia presta��o de servi�o, estas contrata��es eram realizadas apenas, conforme os delegados, para a lavagem de dinheiro. As irregularidades come�aram entre 2010 e 2011 e se estenderam at� 2014.
A pol�cia diz que, a princ�pio, esse caso n�o tem liga��o com o esquema descoberto na Petrobras. De alguma forma, por�m, todos os suspeitos t�m liga��o com o doleiro Alberto Youssef, apontado como o l�der do esquema bilion�rio de corrup��o, desvio e lavagem de dinheiro na estatal.
Dentre as provas apresentadas pelo Minist�rio P�blico Federal para a pris�o de Andr� Vargas est� um pagamento de R$ 2,4 milh�es feito por Youssef em dezembro de 2013. Para justificar o recebimento, segundo a investiga��o, foram emitidas notas fraudulentas pela empresa IT7, que possui contrato com diversos �rg�os p�blicos. Dentre eles a Caixa Econ�mica Federal, no valor de R$ 50 milh�es no ano de 2013.
Por: Samuel Nunes