Jo�o Vaccari Neto foi preso em S�o Paulo e ser� levado para Curitiba. Ele � investigado por suspeita de receber propina em esquema da Petrobras
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O tesoureiro do PT, Jo�o Vaccari Neto, foi ouvido na CPI da Petrobras, na C�mara dos Deputados, na semana passada (Foto: C�mara dos Deputados) |
O tesoureiro do PT, Jo�o Vaccari Neto, foi preso nesta quarta-feira (15/4) na 12� etapa da Opera��o Lava Jato, de acordo com informa��es da Pol�cia Federal, que realizou a pris�o. Ele � investigado por suspeita de receber propina em esquema de corrup��o na Petrobras. O mandado contra Vaccari � de pris�o preventiva e ele foi detido em casa, em S�o Paulo.
A pol�cia prendeu tamb�m a cunhada de Vaccari, Marice Correa. O mandado dela � de pris�o tempor�ria. Marice tamb�m aparece em investiga��es sobre o pagamento de propina no esquema da Petrobras.
Al�m da pris�o de Vaccari e da cunhada, a PF executa mandado de condu��o coercitiva contra a mulher dele, Gisela Lima, que foi ouvida pelos policias em casa. Na condu��o coercitiva, a pessoa presta depoimento e � liberada.
Desde que surgiram as den�ncias, no ano passado, Vaccari tem negado a participa��o dele e da cunhada no esquema.
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do PT, que informou que o partido ainda n�o tem um posicionamento sobre a pris�o do tesoureiro.
A atual fase da Lava Jato, al�m dos dois mandados de pris�o e do de condu��o coercitiva, executa um de busca e apreens�o, tamb�m na cidade de S�o Paulo.
Todos os presos ser�o levados para a superintend�ncia da PF em Curitiba.
Den�ncias
Vaccari j� � r�u em processo na Justi�a Federal do Paran� que investiga as den�ncias da Lava Jato. Ele � suspeito de ter recebido propina em esquema de corrup��o que atuou dentro da Petrobras.
O ex-gerente de Servi�os da estatal Pedro Barusco, que tamb�m � investigado pela Justi�a, afirmou em dela��o premiada que Vaccari recebeu cerca de R$ 200 milh�es em nome do PT no esquema investigado pela Lava Jato. As apura��es da PF apontam que as propinas eram pagas por empreiteiras que firmavam contratos com a petroleira.
O tesoureiro tamb�m aparece em depoimentos de outro delator da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos operadores da propina. Ele disse que chegou a enviar um funcion�rio para a frente da sede do PT em S�o Paulo com R$ 400 mil para serem entregues a Vaccari.
CPI
Indagado sobre as acusa��es feitas por Barusco e Youssef, o tesoureiro do PT repetiu reiteradas vezes que os termos dos depoimentos de dela��o premiada dos dois delatores "n�o s�o verdadeiros".
A insist�ncia nessa resposta gerou irrita��o em alguns integrantes da comiss�o.
O depoimento de Vaccari na CPI tamb�m ficou marcado por um protesto em que um funcion�rio da C�mara soltou roedores na sala, causando tumulto.
Quando questionado sobre se sua cunhada Marice Correa Lima recebeu R$ 110 mil de Youssef, como o doleiro declarou � Pol�cia Federal, Vaccari continuou insistindo que os termos das dela��es n�o s�o verdadeiros e que a rela��o com a cunhada � estreitamente "familiar".
Do G1, em Bras�lia, e do G1 PR