N�o h� irregularidades que deem raz�o a impeachment, diz Jos� Serra
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O senador Jos� Serra (PSDB�SP) conversa com alunos ap�s palestra na universidade de Harvard (EUA) Foto: Pedro Burgos/Folhapress |
Em palestra na Universidade de Harvard (EUA), o senador Jos� Serra (PSDB�SP) disse que "impeachment n�o � programa de governo de ningu�m" e defendeu que a oposi��o precisa ter responsabilidade. "Impeachment � quando se constata uma irregularidade que, do ponto de vista legal, pode dar raz�o a interromper um mandato. E eu acho que essa quest�o ainda n�o est� posta", disse o senador neste s�bado (18/4).A fala de Serra contraria o presidente do PSDB, A�cio Neves, que disse na �ltima quinta (16) que a sigla pedir� o impedimento da presidente Dilma Rousseff caso se comprove a participa��o dela nas chamadas "pedaladas fiscais" �manobras feitas pelo Tesouro com dinheiro de bancos p�blicos para reduzir artificialmente o deficit do governo em 2013 e 2014. Segundo Serra, o clima para o impeachment se deve ao desejo de "tr�s quartos da popula��o" que est� insatisfeita. "� �bvio que a crise � toda responsabilidade do governo. N�o � a a��o da oposi��o, nem do Minist�rio P�blico, nem do Congresso", afirmou. O tucano defendeu que a oposi��o tem que se mobilizar em fazer den�ncias, cr�ticas e propostas. "N�o d� para fazer de conta que o Brasil est� sem problemas de m�dio e longo prazo." As afirma��es se alinham com as do ex�-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que no fim de semana afirmou que o pedido de impeachment depende de fatos objetivos e que seria "precipita��o" abrir um processo neste momento.
� ESQUERDA DO PT Bastante � vontade, Serra deu confer�ncia de uma hora e meia, na qual disse ser "mais � esquerda que o PT", que classificou de "reacion�rio, um partido de corpora��es". O senador condenou aspectos do ajuste fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda), que tem "um mundo de contradi��es", j� que, na opini�o do tucano, "piora a curto prazo tudo o que pretendia resolver." "O ajuste fiscal � desajustado. Aprofunda a infla��o, pela corre��o dos pre�os administrados defasados", afirmou. "Desacelera a economia, perde a receita, aumenta o d�ficit. Aumenta juros, portanto aumenta a despesa. S� o aumento de juros que Dilma fez depois de eleita custa 27 bilh�es de reais por ano. Isso � metade do resultado prim�rio que se quer obter." O senador reclamou � plateia de 300 pessoas, formada principalmente por estudantes brasileiros, que n�o se debate assuntos s�rios no Brasil, "nem no Congresso". Ele defendeu que a retomada do crescimento se daria com investimentos em infraestrutura, abertura para o com�rcio exterior "para aproveitar o c�mbio favor�vel" e a "reconstitui��o do sistema de petr�leo".
Fonte: Folha
Por: PEDRO BURGOS COLABORA��O PARA A FOLHA, EM CAMBRIDGE (EUA)
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